17 out 2018

Desafios das Redes Sociais

Mídias Sociais








Em diversos artigos neste blog defendemos muito sobre como marcas precisam ir além das Redes Sociais no universo digital, entretanto, jamais esquecemos ou menosprezamos as Redes Sociais como sendo a fonte de renda de muitas marcas e até de pequenas e médias agências e consultorias, que tentam agregar valor ao post. Isso não é muito difícil, mas é com certeza, muito menos usado do que se deveria, afinal, para pegar uma foto bonita em banco de imagem “free” e escrever 2 linhas de texto não precisa de tanto esforço, a má notícia, é que para ser relevante nas Redes Sociais o esforço é diário e constante, a boa notícia é que há poucas marcas que entenderam isso!

Para quem acha que o grande desafio das marca é aprovar o post, está enganado. Esse desafio só se torna grande se quem criou as peças está totalmente desalinhado com alguns pilares, entre eles, sim, o gosto do cliente, mas esse não é, e nem pode ser, o único parâmetro para o sucesso de uma campanha de Redes Sociais, tal qual, sucesso em Redes Sociais passa longe de ser vendas. Redes Sociais, o nome já diz, são redes – pessoas conectadas – que socializam. As vendas ocorrem, claro, mas há de se entender que o relacionamento vem antes da venda, o namoro vem antes do casamento, lembra?

“Conhecer profundamente a marca e entender até onde ela pode ir e quer ir, é fundamental nos processos de aprovações evitando desgastes de ambos os lados”, analisa Agatha Kim, da BETC/Havas, as vezes alinhamentos mundiais engessam as estratégias, mas para as marcas quem tem Liberdade há mais chances das coisas saírem mais rápido, porém, essa dica da Agatha é muito válida.

Falta cultura digital

Walter Longo diz em suas palestras que as marcas precisam ter a “alma digital”, não basta apenas entrar no digital, mas saber o que é o mundo online. Há uma enorme diferença entre esses dois pontos, por isso, ter um cliente com alma digital facilita que as empresas cresçam no mundo online, mas há um fato, quem pensa em digital como mídia, e só mídia, não tem a alma digital. Clientes com essa alma, estão sempre um passo à frente. Os que não tem, estão um passo atrás, óbvio, mas lembre-se, no quesito digital, o consumidor está alguns quilômetros à frente das marcas.

Seja rápido

Não existe uma regra, por exemplo, para uma marca entrar ou não na onda de um “meme” mas existe um conceito chamado “noção” que é preciso analisar. Marcas que tem uma comunicação, uma persona engraçada que leva a comunicação para o lado do humor, normalmente marcas mais jovens, essas não tem como não entrar, mas, caso a marca tem um perfil mais sério, mais focado em um executivo, pegar onda em “meme” é um erro enorme. Imagine o William Bonner começando o Jornal Nacional como o Danilo Gentilli faz, com piadas e tiradas do dia a dia? Seria ridículo. E se o Danilo Gentilli começasse o The Noite com assuntos de economia e política? Pois é, seria ridículo, concorda?

Entretanto, as Redes Sociais não são feitas apenas de “meme”, mas é preciso ser rápido. Suponha que você gerencie um e-commerce e que o seu chefe decidiu dar um desconto de 20% em um produto, mas apenas nos próximos 60 minutos. Precisa ser rápido! Não há como planejar uma ação, no máximo, dá para criar um post. Seja rápido.

Não apenas de promoção vive uma Rede Social. Se um consumidor fez uma pergunta, porque demorar para responder? Às vezes, 10 minutos em Redes Sociais é uma eternidade. Imagina que um consumidor está na concessionária da Chevrolet e quer saber o consumo de gasolina na cidade do Cruze. Responder rápido pode ser uma venda, mas se a Ford responde mais rápido sobre o Focus, quem sabe?

Digital dá poder as marcas

Ao mesmo tempo que o digital dá poder às marcas, também as deixa com temor. Muitas vezes, as empresas têm receio de entrar nas mídias sociais por medo de que algo dê errado. Os desafios para a área são incontáveis. é preciso cuidado ao abordar cada assunto num ambiente em que tudo tem que ser criado muito rápido, o que deixa menos tempo para a reflexão em cima de cada peça. Segundo o criativo, também é preciso pensar nas soluções sobre como otimizar a verba ao máximo mantendo a qualidade do produto final, além de respeitar e aproveitar todas as características da rede, passando por linguagem e formatos.

Rafael Venturelli, diretor de conteúdo da F/Nazca explica “o desafio sempre será ter uma boa ideia, que faça sentido para a marca e para o público, uma que faça as pessoas pararem de rolar a timeline, não mudarem o canal, não pularem o vídeo ou o stories”.

Uma ótima ideia, com excelente execução, que toca as pessoas e causa algum tipo de emoção. A discussão sobre a qualidade da ideia é maior que os desafios de uma rede específica, ou seja, pare de pensar o canal, pense a ideia que seja relevante. cada vez mais as redes sociais preparam suas plataformas para dar menos visibilidade para ações orgânicas com o objetivo de preservar seu usuário do excesso de propaganda.

Quem gosta de propaganda?

“Tirando publicitário maluco, tem alguém que fica olhando os veículos de comunicação, online ou offline para ver propaganda?” Questiona o nosso consultor de planejamento, Felipe Morais. E é uma verdade, publicitários estão, acertadamente, olhando comunicação o tempo todo, seja como referência, seja para analisar concorrência ou mercado. Isso é o dia a dia, é trabalho, mas o consumidor normal não é assim, ele não segue o Facebook da Vivara, por exemplo, para ver propaganda atrás de propaganda. O que importa é o conteúdo, a propaganda é invasiva na mente do consumidor, porém, boas histórias são compradas pelo consumidor, logo, uma boa história sai da propaganda para a cultura popular.

Segundo Agatha Kim da BETC/Havas, “o primeiro passo é criar um conteúdo de qualidade e relevância, sem pesar a mão no produto, transformando comunicação em mera interrupção. “O segundo é conseguir manter a consistência de marca, mas ao mesmo tempo, trazendo dinamismo ao abraçar assuntos quentes e relevantes para os consumidores.”

Os jovens…

Existe uma frase no mercado de marketing e comunicação que diz “se você não consegue explicar uma campanha para uma criança de 10 anos, ela não é boa”. Se é verdade ou não, é algo a se debater, entretanto, se tem um público que pode ser um enorme piloto para a sua marca conseguir a atenção necessária são os jovens. Eles tem o desejo de mudar o mundo, querem ver tudo ao mesmo tempo agora. Eles estão atrás de conteúdo o tempo inteiro, propaganda para eles, é “muito chato” e como seu poder aquisitivo é bem inferior, aos pais, por exemplo, eles tem a tendencia de não ver a propaganda, seja ela até mesmo em um post no Facebook, a não ser que a história seja boa.

De acordo com a pesquisa da Mintel, de Maio de 2018, 53% dos millennials citaram serviços de compartilhamento de vídeos como sendo um dos cinco serviços on-line que consideram indispensáveis; 35% citaram serviços de vídeo por assinatura e 19% citaram serviços de música por assinatura. Contar uma história para os jovens, precisa falar a linguagem deles, claro, mas também usar os canais onde eles estão.

Na pesquisa da Mintel, mostrou-se que a bonificação desses serviços como benefício de cartões e outros serviços por aplicativo também pode ser atraente para os millennials. “Por exemplo, o programa de fidelidade do Nubank, o Rewards, oferece como opção de benefício o pagamento do Spotify com pontos do programa”, comenta Ana Paula Gilsogamo, especialista em pesquisa de mercado, da Mintel.

Desafios?

Todos os dias temos desafios com as marcas. Seja a Coca-Cola, Apple, Saraiva, Nike ou aquela pequena loja de rua que você cuida das Redes Sociais, o sucesso é medido de acordo com os objetivos traçados versus realizados. Mas os desafios são diários! Tenha isso em mente.






Escrito por: Equipe Guia-se









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