24 set 2018

O mundo está mudando. E a sua empresa?

Planejamento Estratégico








Essa história de que o mundo está mudando pode até soar como algo que você já ouviu diversas vezes e não aguenta mais, mas será que você está aplicando no seu dia a dia da empresa? Nas marcas com as quais você ajuda na construção de uma história? Será que você está mesmo de olho nessa mudança ou apenas se atenta em palestras ou artigos, no momento de pensar que é algo mais do mesmo, porém no dia a dia, você continua a fazer o mais do mesmo. Será que você ouve/lê que o mundo está mudando, aceita, mas para a marca, ou marcas, que trabalha, você continua com o post patrocinado do Facebook? Com o Google? Com o post do Blog que você escreve sem ter a menor ideia do que o seu consumidor deseja? Vamos contar a história de Pedro e Mônica, nesse artigo.

Junho de 1998

Pedro e Mônica, namoram desde 1997. Eles se conheceram na faculdade de direito, estão na mesma sala. Pedro tem 19 anos, Mônica 18. Estudam de noite. Pedro faz estágio no escritório do pai, Paulo, Mônica faz estágio no departamento jurídico da Chevrolet. Pedro mora em São Paulo, no bairro de Higienópolis, com os pais, Paulo e Marta. Mônica também mora em São Paulo, no bairro do Ipiranga com a mãe, Joana. O pai de Mônica, Luiz, é casado com Vanessa, sua 2a esposa e mora no mesmo bairro. Pedro e Mônica, ganham R$ 1.500,00 por mês de salário, eles não pagam a faculdade, seus pais o fazem. São Paulo registra uma fria tarde de sábado. Os termômetros marcam 12 graus na capital paulista.

Os pais de Pedro viajaram para Campos do Jordão, onde um amigo tem casa. O casal resolve ficar na casa de Pedro. Passam na Blockbuster, alugam 3 filmes. Por volta das 20h, Pedro vai até a sala, pega o telefone, o imã de geladeira e pede uma pizza de Mussarela e uma Coca-Cola. A pizza chega, Pedro desce com o dinheiro e sobe com a pizza. Eles comem, assistem ao 3o DVD e dormem.

Junho de 2018

Pedro e Mônica continuam juntos. Se casaram em 2003. Em 2007 chegou o Rafael, o filho do casal. Em 2010 veio Manuela. Mônica agora é gerente jurídica da Chevrolet, com um salário de 20 mil reais. Pedro é sócio do pai, Paulo, e tem uma renda de 20 mil reais também. Quando se casaram, compraram um apartamento em Higienópolis, e lá estão até hoje. São Paulo registra outra tarde de frio. Rafael e Manuela resolveram viajar com os avós, pais de Paulo, para Campos do Jordão na casa do velho amigo deles. Pedro e Mônica estão em casa. Mônica está mandando alguns e-mails de trabalho, de pijama, às 11h sentada na sala com seu Macbook Air.

Pedro, está na cama, lendo um processo pelo seu iPad. Por volta das 13h ambos estão morrendo de fome, mas o frio dá uma preguiça de sair. Pedro então pede pelo iFood uma comida japonesa que eles adoram. Pelo aplicativo ele acompanha o trajeto do entregador. Vê que ele está a 5 minutos da sua casa. Pedro coloca uma blusa e desce. Pega a comida, sobe e eles comem. Por volta das 14h, Mônica decide ver TV, liga a TV, o Netflix e coloca no seriado La Casa de Papel, para ver a 2a temporada. Pedro a acompanha. Já são 21h e ambos estão com fome. Monica pega seu smartphone e pede, pelo site da pizzaria, uma pizza de Mussarela. Paga e espera chegar. Eles comem, continuam a ver a série pelo Netflix.

Junho de 2028

Pedro e Mônica estão em casa. Rafael está fazendo um intercâmbio nos Estados Unidos. Manuela está na Austrália. Monica conversa com Manuela pelo holograma 3D da menina. Pedro mostra para Rafael o gol do São Paulo em tempo real, ambos estão vendo o jogo pelo HoloLens da Microsoft. Monica desliga com a filha e usando um óculos de realidade mista liga para Pedro, que está no quarto vendo o jogo com seu filho. Ela quer ir a um restaurante legal naquela noite, pois eles estão comemorando 25 anos de casado. Pedro topa. Ela abre um holograma em sua frente e pesquisa no Google as melhores opções. O TripAdvisor entende onde Mônica está, sabe suas preferências, sabe o que ela já pesquisou e mostra um resultado bacana. Monica gosta. O assistente virtual da casa, liga para o restaurante, que tem um sistema de reservas com inteligência artificial.

As máquinas se falam, sabem que Pedro demora 2h para se trocar enquanto Mônica o faz em 30 minutos, entende que há o jogo e por isso agendam uma mesa para 2 às 21h no restaurante. Pedro quer impressionar Mônica, então, ele abre seu armário, olha no espelho virtual e simula uma roupa que deseja. Ele dá uma espiada em um blog de moda masculina, que entende que ele está atrás de algo especial, entende o tempo e apresenta a ele um blazer preto muito bacana, com um corte perfeito para as medidas que o espelho já tirou dele. Ele gosta, acessa o site, compra o desenho e manda imprimir na impressora 3D que tem em casa.

Compra um modelo de sapato também e em 1h a sua roupa está pronta. Mônica quer um penteado diferente, ela seleciona uma foto o espelho do seu banheiro projeta para ela. Ela gosta, seu assistente virtual faz o corte. Em minutos ela está linda. Às 20h, o assistente virtual, que já calculou o trânsito e tempo até o restaurante, aciona um Uber, que chega às 20h15. O casal desce, pega o Uber, e chega no restaurante às 21h. Ao sentar na mesa, o garçom, já sabe todos os dados do casal, prepara uma taça de vinho que o Pedro ama para celebrar a data.

Precisa desenhar Junho de 2038?

O mundo está em constante evolução, todo os dias algo muda. Quando você menos espera aquela empresa que estava no auge já não é mais tão poderosa e uma Startup assumiu seu lugar. Quando você estuda o mercado para vender carros, descobre que as próximas gerações não querem ter, querem pertencer. Não querem ter carro ou casa própria, mas querem seu negócio próprio. Detestam regras e horários, querem trabalhar de casa, não se importam de entrar às 8h na empresa, mas não abrem mão da academia das 19h. Uma geração mais questionadora, mas que não sai da casa dos pais.

Na década de 50/60 as mulheres eram “treinadas” para serem donas de casa. A própria publicidade atuava dessa forma. Na década de 70/80 as mulheres eram mais livres para trabalhar, mas ainda sim deveriam ser donas de casa também. Era quase obrigação ter filhos. Na década de 90, as mulheres trabalhavam mais, estudavam mais e tinham menos filhos.

Hoje, tem mais cachorro do que criança nas casas brasileiras, o avanço da medicina permite que as mulheres sejam mães mais tarde. O sonho de ser mãe não morreu, ele apenas deu lugar, na preferência número 1, para o da carreira de sucesso!

A tecnologia, sem dúvida, proporciona essas mudanças

Comprávamos tudo no Shopping, hoje, ele é um enorme centro de conveniência. Na década de 90, quem fazia 18 anos sonhava em ter um carro, que poderia ser um 1.0 usado, o sonho da atual geração 18 anos é viajar, carro, para que? Uber! O sonho dos pais, da década de 70,80,90 era casar e ter a casa própria. Jovens, eles começavam cedo a trabalhar para isso. Hoje, jovens, começam a trabalhar um pouco mais tarde, mas o foco é o negócio próprio. E amanhã? O que será?

Uma pesquisa de uma empresa do ramo imobiliário teve um insight até certo ponto alarmante de um jovem de 16 anos. Ao questionar se ele queria comprar um apartamento quando saísse da casa dos pais, ou se pensava em alugar, ele disse que não faria nenhum e nem outro. O entrevistador assustou e ele respondeu que para ele pouco importava o lugar onde morar, pois em qualquer um estava bom. Ele não tinha o sonho de trabalhar 30 anos na mesma empresa como seu pai, por isso, ele ia morar em apartamentos pelo Airbnb, uma vez que se ele conseguisse um emprego nos Jardins, moraria por ali, se em 6 meses mudasse para um na Lapa, alugaria no Airbnb na Lapa e assim seria, não teria tempo de enjoar de nada, não estaria apegado a nada e poderia viajar para onde quisesse.

Sua empresa vai olhar isso ou vai deixar que a concorrência perceba?

Há diversas empresas prevendo a mudança do mundo que vivemos. Elon Musk, um inovador sem igual, está prevendo que poderemos viajar para fora do planeta um dia. Hoje pode ser uma grande bobeira, jogada de marketing ou o colocarem como lunático, mas, Júlio Verne quando “criou” o submarino em seu clássico “20 mil léguas submarinas” também era um lunático. StarTek criou o teletransporte de pessoas que algumas empresas estão tentando reproduzir, mas indo um pouco mais perto da realidade, quem diria que um dia uma pessoa poderia pegar seu carro e dar uma carona para outras pessoas em troca de dinheiro. Quem imaginou que poderíamos, um dia, assistir a qualquer filme, a qualquer hora pelo celular?

O nosso consultor de planejamento digital, Felipe Morais, cita algo que viu em uma das suas viagens pelo país: “Eu estava indo para Fortaleza, dar uma palestra. Ao meu lado, viajava um pai e um filho, de 4/5 anos. A mãe, pelo o que eu entendi, não estava no vôo. Quando foi permitido o uso aparelhos eletrônicos no avião, o pai tirou um iPad da mochila e disse ao filho que tinha baixado todos os episódios da Peppa Pig. Com um fone, a criança permaneceu em silêncio a viagem inteira vendo o seu desenho favorito. O pai leu um livro enquanto isso. Quando, na década de 90, isso era imaginado?”

Antes era preciso ter licença de Táxi e um carro especial. Hoje, basta se inscrever no Uber e se quiser tirar um dinheiro extra, trabalhar aos sábados com o seu carro. O Uber, às vezes, é uma renda extra que paga as despesas do carro e ainda sobra um dinheiro para um cinema ou uma pizza, em outras vezes, é o que sustenta uma família. Bem-vindos a economia compartilhada. Como seria na década de 70, falar que um dia você daria carona para um estranho e receberia um dinheiro para isso? O mundo não mudou apenas no discurso de marketing de palestras. Ele mudou muito!

Hyundai Nexo

O Hyundai Nexo, é uma SUV que a Hyundai está projetando para um futuro bem próximo. O carro é totalmente futurista, bem, futurista hoje, mas que em 2030 talvez, o que ele apresente seja tão comum como hoje é o Kit Multimídia, algo que há 5 anos atrás era uma grande inovação para o mercado automotivo.

A Hyundai lançou esse carro na CES 2018 (Consumer Electronics Show) é uma feira anual que ocorre em Las Vegas (EUA) considerada a maior feira de tecnologia do mundo, onde a grande maioria das inovações é apresentada primeiro por lá.

O Hyundai Nexo é um crossover híbrido que aposta no hidrogênio como combustível do futuro. Essa é a segunda geração de carros movidos por células de combustível que a montadora sul-coreana sendo o primeiro a Tucson Fuel Cell. O SUV compacto anuncia quase 600 km de autonomia e zero emissões.

Dentro de todo o pacote de assistência ao condutor, que apresenta alerta de tráfego traseiro e seu monitoramento, adicionando imagens dos dois lados do veículo na tela da multimídia. Um novo sistema de alerta de ângulo morto, que se socorre não apenas de sensores, mas também de câmaras exteriores. Estas últimas, responsáveis por captarem as imagens que depois são projetadas em uma tela colocado na consola central.

As tecnologias Lane Following Assist (LFA) e Highway Driving Assist (HDA) permitem respectivamente controlar a direção em velocidades de até 145 km/h e ajuste a velocidade do veículo de acordo com o local onde se está trafegando, por exemplo, atendendo aos limites de velocidade numa área urbana. Lane Following Assist, tem por finalidade garantir, de forma autónoma e automática, que o carro se mantenha sempre ao centro da faixa de rodagem em que segue. Isto, ao mesmo tempo que outra novidade, o Highway Driving Assist, utiliza sensores e dados do sistema de navegação para ajustar automaticamente a velocidade do veículo, em função do tipo de via em que circula.

O Remote Smart Parking Assist (RSPA) é um sistema de estacionamento autônomo, que permite ao Hyundai Nexo entrar e sai de uma vaga sozinho com ou sem a presença do condutor, posicionando-se fora da vaga para acesso dos ocupantes, caso seja necessário. A potência máxima de 163 cv e 394 Nm de binário, que lhe permitem acelerar dos 0 aos 100 km/h em 9,5 segundos. E claro, o vídeo que recebi do meu amigo Ednelson está disponível no YouTube, como a grande maioria de tudo o que é produzido em vídeo para TV, Internet, eventos e qualquer que seja a mídia.

A ideia desse artigo não é vender o Hyundai Nexo, mas com certeza você já comprou a ideia. E nem está aqui vídeo ou imagem do carro. E sabe por que? Porque o projeto é inovador e isso chama a atenção. Não há dúvidas, que você foi – ou vai – pesquisar sobre o carro no Google, pois esse comportamento é padrão para todo o ser humano. A curiosidade nos move.

Mundo mudou é aplicável

Se esses novos conceitos não são aplicáveis ao seu dia a dia, é melhor você rever todo o seu conhecimento de marketing digital e todo o potencial que esse amplia para você e as marcas com as quais você trabalha. Não se espera que você crie um carro como o Nexo na sua próxima campanha de marketing digital, mas que ele lhe inspire a fazer o novo, o diferente, ir além do que o mercado está fazendo.

Fazer o mesmo que todos fazem não vai trazer para a sua marca a relevância e procura que você necessita para gerar resultados necessários. Não adianta achar que a mídia vai gerar a busca pela marca que você precisa, lembre-se, o mundo está mudando, as pessoas estão atrás de relevância e a mídia não às impacta mais, como na década de 90, era.

Pense em você.

Fim de semana, chuvoso, você assiste TV Globo ou Netflix?
E o seu consumidor?






Escrito por: Equipe Guia-se









Deixe um comentário










Serviços

Confira os serviços que a Guia-se oferece




Criação de sites

saiba mais

Loja Virtual

saiba mais

Mídias  Sociais

saiba mais

Inbound Marketing

saiba mais

E-mail Marketing

saiba mais





Saiba mais sobre as nossas franquias de marketing digital
Fale com um de nossos consultores