21 jun 2018

O digital não salva o seu negócio

Planejamento Estratégico








Uma das coisas mais comuns de se ver no mercado é clientes desesperados buscando soluções de parceiros, inclusive da Guia-se, para resolver em dias os problemas do seu negócio, tendo a internet como o carro-chefe de tudo isso, mas a Internet não pode nem ser a resolução de todos os problemas e muito menos entrar no jogo só em momentos únicos com ações pontuais. O digital é uma estratégia que precisa ser feita no dia a dia, como se diz, no mercado “Always on” e dessa forma ela ser um dos pilares estratégicos. Nem TV salva uma empresa que perde vendas. O que salva é constância na comunicação e no marketing. Internet não salva nada.

O crescimento da internet como canal de mídia é, sem dúvida, um dos grandes fenômenos da comunicação mundial. A internet veio para se estabelecer. Um dia, os investimentos nela serão, no Brasil, maior que em TV, mas no momento, no Brasil, a velha TV ainda leva quase 70% de todo o bolo investido em publicidade no Brasil. A Internet já representa 6%. Isso com dados de 2017 frente aos 134 bilhões de reais investidos em publicidade. Ou seja, mais um dado para saber que a Internet não vai salvar a sua empresa. Ela vai ajudar, fazer parte de uma estratégia de marketing e não de ações pontuais

Investimento publicitário chega a R$ 134 bilhões em 2017

Segundo Kantar Ibope Media, TVs concentraram 72,1% da verba de publicidade em 2017. Esse estudo, publicado no Portal Propaganda e Marketing, no começo de 2018, mostra o retrato da publicidade no Brasil. Mais de 84 mil marcas investiram em algum tipo de publicidade no ano passado. O mercado brasileiro movimentou R$ 134 bilhões – utilizando como métrica os preços cheios das tabelas dos veículos de comunicação, sem os descontos praticados com as agências para seus respectivos clientes (anunciantes).

O estudo aponta que 84 mil marcas tiveram exposição paga nos canais de mídia no ano passado:
– TVs de sinal aberto concentraram 53,6% com R$ 71,9 bilhões.
– TVs por assinatura concentram 13,2% com R$ 17,6 bilhões.
– Ações de merchandising no meio TV concentraram 5,6% com R$ 7,4 bilhões.
Ao todo, 72,1% do investimento das marcas, produtos e serviços, foi para a TV.

Os jornais, porém, ocupam a terceira posição nas estratégias de mídia.
– Jornal concentram 11,6% com R$ 15,497 bilhões.
– Rádio concentram 4,5 % com R$ 6,063 bilhões.
– Revistas concentram 3,5% com R$ 4,722 bilhões.
– Midia OOH (Out Of Home) concentram 3.0% com R$ 3,996 bilhões.
– Cinema concentram 0,4% com R$ 522 milhões.

E a internet?

– Mídia display (publicidades nas telas digitais da internet) concentram 3,0% com R$ 3,958 bilhões e um pedaço de 3,0% do mercado de mídia no país.
– Buscadores concentram 1,7% com R$ 2,292 bilhões,

Algumas mídias cresceram, outras não.

A fatia das rádios é de 4,5%, um aumento significativo em relação a 2016 quanto o share era de 3,8%% e um volume de R$ 4,894 bilhões. As revistas tiveram 3,5% de participação na distribuição das verbas de mídia com menor valor do que em 2016 quando movimentaram R$ 4,737 bilhões e um share de 3,6%. Mas é uma diferença considerada insignificante pelos especialistas. A mídia OOH (Out Of Home) saltou de uma participação de 2,2% em 2016 para 3,0% em 2017.

Houve retração na mídia display que e 2016 o volume investido foi R$ 4,513 bilhões e share de 3,5%, caindo para 3,0%, porém, buscas aumentaram os investimentos, um claro movimento de mais performance e menos branding no digital, algo que precisa ser melhor avaliado. Saltou de 0,9% em 2016 para 1,7% em 2017, quase o dobro de participação.

O marketing vai além de uma única mídia

O consultor de marketing digital e um dos pioneiros desse segmento no país, Marcelo Sant’iago afirma que não se pode colocar todos os ovos em uma só cesta. De fato, se colocar tudo em um único canal, vai se impactar apenas uma vez o público, se muito. Sant’iago não avalia com bons olhos investir todo o dinheiro só em TV, só em rádio ou só na internet. É preciso diversificar. Helisson Lemos, ex-CEO do Mercado Livre, afirmou em palestra que o Mercado Livre, por mais que fosse um canal 100% digital fazia panfletos de seus produtos por diversos anos. O Submarino.com anuncia na Revista Veja. Há ainda, diversas lojas virtuais, como Giuliana Flores, por exemplo, que anunciam em painéis de estrada (OOH). Uma ação de branding, mas que no contexto geral, ajuda muito nas campanhas de performance.

Nem todos tem a verba das Casas Bahia

A realidade da grande maioria dos anunciantes é trabalhar com verbas bem enxutas. Multinacionais têm verbas milionárias, mas a grande maioria tem verbas bem enxutas. Então, como fazer? Houve um tempo que verbas enxutas eram direcionadas para a Internet por ser uma mídia barata, mas esse paradigma foi quebrado há tempos, ainda mais com o crescimento do e-commerce no Brasil. Estima-se que há mais de 750 mil lojas virtuais no país – segundo matéria do Portal E-commerce Brasil – só nesse segmento o investimento é alto e a concorrência maior ainda. Uma marca como Panasonic, por exemplo, que tem seu e-commerce próprio, começa a concorrer – no Google – com a Magazine Luiza, que é uma revendedora de seus produtos. Isso ocorre com Sony, Nike, Samsung, Apple… no campo do Google, onde a concorrência é palavra e não marca ou segmento, todo mundo se torna concorrente de todo mundo.

Mas como atuar com verbas enxutas?

Essa é a pergunta do momento para todos. O segmento de PME (Pequenas e Médias Empresas) é quem sustenta a máquina chamada Brasil. Elas empregam, em volume, mais do que as gigantes e multinacionais, porém, uma loja de roupas de Indaiatuba que tem 3 lojas na rua e uma no shopping não tem a mesma verba de mídia que a Dafiti, por exemplo, logo, ela perderá terreno na web. Por isso, é preciso investir onde o seu público está. E ele não está apenas na internet.
As pessoas vivem conectadas, mas elas tem vida fora da internet. Acredite, as pessoas ainda andam na rua, ainda leem jornal, revista, assistem TV e ouvem rádio. As pessoas ainda vão em eventos, comem em restaurantes e pedem pizza em casa, pode ser que agora não pelo telefone, mas pelo iFood, mas pedem. Quantas oportunidades de mídia você enxergou nesse parágrafo?

Verbas enxutas exigem criatividade

Vejamos. Quanto custa para anunciar a sua loja na caixa de pizza da pizzaria do bairro? Quanto custa colocar uma modelo na porta da sua loja entregando panfletos de uma promoção? Quanto custa um carro de som no bairro divulgando a sua loja? Quanto custa o anuncio no jornal de bairro ou na revista que tem diversos cupons de desconto? Quanto custa um cartaz na avenida principal da sua cidade? Essa criatividade é preciso ter, mas lembre-se, que as pessoas fazem diversas coisas fora da internet, mas no momento de consumo é lá que elas mais pesquisam.

Como está a sua presença digital?

O marketing digital não vai salvar o seu negócio. Isso é fato, mas ele vai ajudar, e muito, nas suas vendas. Um primeiro fator é saber como está a sua presença digital. Seu site, Redes Sociais, e-mail marketing, mobile, Google. Tudo isso não salva, mas ajuda nas suas vendas. Se você tem uma loja virtual, ver o crescimento das vendas é mais fácil, por ser mais controlado, mas o digital também ajuda a aumentar as vendas no mundo físico, tal qual, o mundo físico ajuda a aumentar as vendas online. Isso é algo mais do que provado.

O Google é, por exemplo, uma poderosa ferramenta de vendas, mas se o site estiver ruim, a marca for desconhecida ou o produto estiver muito mais caro que a concorrência, dificilmente vai vender, logo, o marketing digital não salvou em nada a sua empresa, e pode até prejudicar, uma vez que vai levar uma quantidade de pessoas para o site, mas o conteúdo será fraco.

Você come em restaurante que não confia?

Imagine a seguinte situação. Você está lendo o jornal, em um belo sábado de manhã, e vê uma foto de um prato. Automaticamente seu cérebro entra em ebulição com vontade de comer esse prato. Você então chama a sua família e marca, naquele dia o almoço. Bate 12h30, todos no carro, endereço no Waze e parte para o restaurante. A sua ansiedade pelo prato é tanta, que você mal pesquisa, apenas vai. Ao chegar no endereço vê uma casa caindo aos pedaços. Um garçom na porta com cara de poucos amigos. Não tem lugar para estacionar. As pessoas no carro com você começam a questionar o local, mas na sua mente, está apenas aquela foto, daquele prato. Você entraria?

Pois bem, isso ocorre com o site da sua empresa. Imagina que você crie uma campanha muito legal no Facebook. O Photoshop faz milagres, talvez tenha sido uma obra de arte a foto do exemplo acima, seu produto parece lindo no post do Facebook, sua segmentação é excelente e você atinge as pessoas certas. Ótimo! Mas e na sequência? Não importa o tipo de campanha, mas na estratégia de funil, você vai impactar as pessoas no topo de funil – mídia – e elas vão para um destino, que pode ser o site – o que normalmente é – Landing Page, Hotsite ou vídeo no YouTube. Se isso estiver ruim, ocorre igual no exemplo acima.

Uma história real

Certa vez um dos nossos franqueados contou em um dos eventos da Guia-se que ela queria muito fazer o aniversário da filha em um Buffet em sua cidade. A filha faria 4 anos e a mãe, franqueada, queria muito dar de presente a ela uma festa para que pudesse chamar todos os amigos da escola, prédio, clube, umas 200 pessoas! Tinha juntado dinheiro para isso por 2 anos seguidos. Era o momento.

Qual o primeiro passo? Ela foi no Google achar Buffets infantis próximos a sua casa e que o valor coubesse no orçamento que ela e o marido tinham para o evento. No primeiro momento, ela pesquisou e achou 3 opções bem próximas a sua casa. Entrou nos 3 sites e contou a experiência:

“No primeiro site, as fotos estavam péssimas. O site era muito antigo. Tinha o endereço e o telefone. Um campo de fazer o orçamento, ao clicar tinha uma mensagem dizendo que precisava baixar uma planilha em Excel e depois de preenchida enviar por email para um endereço @hotmail. Desisti na hora. Os outros 2 sites eram bem melhores resolvidos, com fotos, vídeos. Mas o 3o tinha uma página muito legal no Facebook. O orçamento desse ficou 500 reais mais caro do que o 2o, mas confiei mais. No final, a festa foi linda e recomendei o Buffet para outras pessoas”.

E o que aprender com isso?

Vamos pegar a história da nossa franqueada e quebrar em partes.
Parte 01: O Buffet 01, tinha campanha no Google, mas um destino péssimo. Guarde isso, pois é nesse que vamos voltar a falar.
Parte 02: Com o “susto” do 1o site, ela abriu espaço para a concorrência. Se foi o 1o site a clicar é porque algo chamou a atenção: Posicionamento no Google? Preço exposto? Endereço? Algo fez com que esse fosse o primeiro.
Parte 03: Uma boa presença digital fez com que a decisão fosse tomada, por mais que custasse 500 reais a mais.

Não é porque o Buffet 3 tinha um Facebook que ela decidiu, mas foi um diferencial. As pessoas pagam mais caro desde que confiam no produto. Se questiona pagar 100 mil reais em um Volkswagen, mas não se questiona pagar 400 mil reais em um Jaguar. Entende a diferença? Percepção a palavra que faz muita, ou quase toda, a diferença no varejo.

O digital não salva seu negócio

O exemplo do Buffet mostra muito bem isso. Havia uma campanha no Google, seja paga ou mesmo um bom trabalho de SEO, mas lá estava o buffet. A franqueada, selecionou 3, provavelmente os 3 primeiros, logo, os outros 13 resultados que apareceram nem foram considerados. Mas se fez uma parte da “lição de casa” pois falou 2 coisas essenciais, um bom site e um bom atendimento. O Buffet 01 não teve isso, logo, se gastou dinheiro a toa. E depois é esse cliente que diz que o digital não dá resultado. Desculpa, mas se souber fazer, o resultado vem!

Marketing não é offline. E nem online.

Se você ainda acredita que haja diferença entre on e off precisa rever seus conceitos. O marketing é único é um só. Ou você impacta o consumidor e mostra que a sua marca existe, ou ele não compra pois não entra na “lista de desejos” do seu cérebro. A todo o momento as marcas estão se expondo, dia após dia, as marcas se expõe de alguma forma. O site, por exemplo, é a única exposição, 24h por dia, 7 dias por semana, mas sem impactos, as pessoas não vão lá. Seja material de ponto de venda, Facebook, uma campanha de Google ou mesmo um disparo de email marketing, não importa, pois as pessoas precisam saber que a sua marca existe. A Guia-se, por exemplo, faz diversas ações, incluindo esses posts, para divulgar sua marca para atrair leads para a sua grande rede de Franqueados, eventos, como por exemplo as palestras e o livro do CEO, José Rubens, estão entre as diversas ações feitas para atrair mais clientes para os franqueados. Não se limita apenas ao digital e muito menos apenas ao Google.

Marketing. É marketing

Atraia a sua audiência da forma que você puder. Se tiver uma verba milionária, amplie o leque de canais, mas jamais deixe de lado os canais proprietários. Facebook, não serve apenas para subir campanha e patrocinar post. Ali é uma Rede SOCIAL, sabe o que é socializar? É basicamente se relacionar, pessoas querem se relacionar com as marcas. Faça assessoria de imprensa, dê entrevistas, poste sobre a marca com frequência, mas não apenas promoção e produtos, mas o que a marca faz pelas pessoas, como a marca pode resolver um problema.

Tenha em mente o novo marketing: Pessoas não mais compram produtos, pessoas compram soluções para seus problemas. Não se compra uma Coca-Cola, se compra um produto que mate a sede. Não se compra uma BIC, se compra uma caneta confiável para fazer a prova na faculdade. Não se compra um Audi, se compra status!






Escrito por: Equipe Guia-se









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