02 ago 2018

Mobile Commerce. Você já entrou nessa?

Loja Virtual








Desde 2015, um estudo do Google mostra que as pessoas já acessavam mais a internet por meio do celular do que pelo Desktop. Em 2018, esse número só cresce. Desde 2016 o número de pessoas que acessavam as lojas virtuais por meio de dispositivos móveis, como smartphone e tablet, passava dos 70%, ou seja, para cada 10 pessoas que acessam uma loja virtual, 7 o fazem por dispositivo móveis, sendo 5 pelo smartphone e 2 pelo tablet. A Internet das Coisas está vindo com um Tsunami para o dia a dia das pessoas. Em breve, quase 100% dos acessos às lojas virtuais serão via mobile, mas não apenas de smartphone ou tablet. Vem aí a era da geladeira, fogão, carro, óculos, relógio, mesa, televisão acessando as lojas. Ou será que essa era já chegou?

Um recente estudo da Mary Meeker’s mostrou que a venda de smartphones no mundo estagnou, porém, estagnou com a venda de 1,5 bilhão de aparelhos ao ano. Novos entrantes, ou seja, novas pessoas consumindo aparelhos é que caiu um pouco, entretanto, não há a menor dúvida de que esses aparelhos já dominam as iniciativas das pessoas no universo digital, assim como, é preciso que marcas abram os olhos para isso, ou vão perder, e feio para a concorrência que já se ateve ao mundo digital por meio dos smartphones.

Quem é Mary Meeker

Mary Meeker é uma das sócias do fundo de Venture Capital KPC&B, um dos mais ativos do Vale do Silício. Seu relatório começou a ser escrito em 1995, quando ainda trabalhava no Morgan Stanley, onde havia acabado de participar do IPO da Netscape, uma das gigantes dos primórdios da Internet. Em 2010, Meeker deixou o Morgan Stanley, mas continuou publicando seu relatório em seu novo papel como investidor em startups, ainda mais próxima das inovações do mundo digital, ou seja, esse estudo sobre celulares não é um estudo qualquer, ele tem um enorme embasamento, tanto é, que o inicio desse artigo se baseia muito nas tendências desse, que é um dos mais respeitados relatórios de tendência do mundo do marketing digital e tecnologia.

Segundo Michel Lent, um dos primeiros a publicar o estudo, este talvez seja o que contém mais informações gerais sobre sociedade global e economia. Sinal de como os mundos digital e físico estão cada vez mais interligados, com o digital influenciando praticamente cada ponto da vida.

Vamos a um pouco de história

Quando o controle remoto surgiu, ele se tornou um inimigo para a propaganda. Antes, as pessoas viam a propaganda por preguiça de trocar de canal, acabavam prestando atenção. Veio o controle remoto e quando a propaganda entra, mudam de canal. Depois veio a TV a cabo que “força” as pessoas a trocar de canal na propaganda para olhar o que passa em outros canais. Pois bem, isso é rotineiro, as vezes fazemos sem perceber, mas e na web?

É muito mais fácil a dispersão. Primeiro que a qualquer momento um aviso de Rede Social pode tirar você de um site institucional, uma notícia, um vídeo ou mesmo uma compra. É possível abrir várias janelas e ver várias coisas ao mesmo tempo, sem prestar atenção em absolutamente nada. O desvio de foco é o grande problema das marcas no mundo digital.

Dados do mercado

De acordo com o IBGE, há pelo menos um celular em 92% dos lares brasileiros. O aparelho já é o principal dispositivo para acessar a internet no País, sendo utilizado por 94,6% dos internautas, seguido dos computadores e tablets, correspondendo a 63,7% e 16,4% do uso, respectivamente.

Apenas esse dado já era suficiente para que você chamasse o seu time inteiro para debater as estratégias mobile para a sua marca, que por sinal, você está bem atrasado, se em 2018 ainda não pensou nisso. Um outro dado importante é você olhar no Google Adwords e pesquisar qualquer palavra e ver quantas pessoas acessam essa palavra, no Google, via Mobile. Fica um desafio aqui de você achar alguma palavra abaixo dos 75%.

Smartphones devem parar de crescer, mas a Internet…

Segundo o relatório, mais de 50% da população mundial já acessa a Internet com enorme frequência, um dado que reflete no Brasil, onde mais de 130 milhões de pessoas acessam a Internet para uma população que beira os 210 milhões. Proporção bem parecida. O acesso, segundo estudos, via smartphone só tende a crescer. Rafael Rez, nosso consultor de marketing de conteúdo sempre diz, que Steve Jobs é gênio não porque criou o iPhone, mas “porque colocou um computador na mão das pessoas…” e ele tem toda a razão!

Não há como lutar contra o crescimento da Internet e tudo o que ela vai trazer para o dia a dia das marcas e pessoas, principalmente, pessoas. Uma pesquisa da Opinion Box e PayPal, feita no 1o trimestre de 2018, por exemplo, mostrou que o volume de pedidos via mobile cresceu além dos 35%, o que ocasionou em 25% das vendas de e-commerce no Brasil foram feitas via celulares e tablets. O fenômeno desse aumento é democratização do acesso 3G e 4G, principalmente nas regiões mais carentes.

Pagamento via celular

Em 2017, dos 7,6 bilhões de pagamentos processados, 2,7 bilhões foram via mobile — cerca de 35% do total, e olha que os pagamentos via Apple Pay, Samsung Pay e outras empresas que vem por ai está apenas começando.

A Visa, por exemplo, fez um teste nas Olimpíadas do Rio (2016) com uma pulseira que poderia ser usada para pagamento no ponto de venda. Uma pulseira é um objeto móvel, logo, entra no quadrante de mobile. Hoje, algumas maquininhas de compra, aquelas que você usa para pagar qualquer produto em um estabelecimento, já aceitam pagamento por aproximação, o que eleva, e muito a tendência destes pagamentos serem cada vez mais usado.

O m-commerce, é a transação de compra feita pelo mobile, não apenas a compra na loja online pelo mobile, via aplicativo, site responsivo ou mesmo o site mobile. Essa não é uma tendência para ficar de olho, é uma realidade que você pode até usar no seu dia a dia. Se você é correntista de um grande banco, possivelmente já pode usar

Comportamentos

Na pesquisa (Opinion Box e PayPal,) foi apurado que mais de 80% dos usuários já compraram por celular, e outros 50% afirmaram pesquisar (ou iniciar) uma compra no desktop para, depois, finalizar no aparelho portátil. Não tem mais como ficar fora do mobile. As marcas que estão fora perdem cada vez mais dinheiro, negócios e oportunidade de relacionamento.

Em 2014, a NRF (National Retail Federation) – maior evento de varejo do mundo – deu mais peso para o conceito Showroomer, o que fez as marcas abrirem bem os olhos. Naquele ano, foi divulgado que 14% dos consumidores do mundo, já haviam aderido ao conceito, algo que em 2018, esse número deve ser muito maior. Surfando nessa onda, o Buscapé, lançou na sequência do evento um aplicativo que você pode baixar no seu smartphone e apenas lendo o código de barras, ele mostra – via aplicativo do Buscapé – onde tem aquele produto mais barato em lojas virtuais.

Segundo matéria do Portal Proxxima, a mudança no hábito de compra dos consumidores exige também atenção das marcas, que precisam entender este novo comportamento dos usuários e levá-lo em conta na execução de uma estratégia de comunicação inteligente e que seja relevante durante a jornada de compra dos clientes.

Percebeu o que é esse Showroomer?

Imagina que você, vai a uma livraria ver o livro de Planejamento Digital do nosso consultor Felipe Morais. Você chega na livraria e olha o valor de R$ 79,90. O livro está na sua mão, você quer comprar, mas está achando um valor um pouco alto. O que vem a sua mente nesse exato momento? Pesquisar na web se tem mais barato. Há 2 caminhos para isso:

Você abre o seu celular, abre o browser ou o aplicativo do Google, digita o nome do livro e pesquisa se tem um lugar mais barato, ou, você pode abrir o aplicativo do Buscapé, tirar uma foto do código de barras que ele faz a pesquisa para você. No final, os resultados serão praticamente os mesmos, pois é muito raro ter uma loja online que não esteja no Buscapé, ainda mais lojas que vendem commodities como livros. Você acha o livro por R$ 49,90 na loja X, com frete grátis e entrega em 2 dias. De dentro da livraria, com o livro na mão, você compra o livro do Felipe, pelo celular em uma outra loja, concorrente. O que você é? Um Showroomer!

MCommerce não é tão importante?

Em meio a esse conceito, onde fatalmente você se enquadrou, você vai mesmo ficar fora do Mobile Commerce? O que houve no exemplo, rotineiro acima, é que o fator de decisão foi o preço, claro, há a percepção do consumidor que na Internet é sempre mais barato – e de fato muitas marcas ajudam fazendo exatamente isso – mas o momento da compra se deu no mobile. E um fato a se pensar, pode ser que a loja “A” seja a mais barata, mas se a sua usabilidade e navegação forem ruins, ela perderá para a loja B que custa 10% a mais, mas que o consumidor não se irrite ao comprar.

O estudo da Mary Meeker’s, já citado aqui, mostra que o crescimento dos Mensageiros instantâneos estão crescendo de forma avassaladora, não à toa, no quesito mensageiros via mobile, o Facebook domina com os 2 maiores, WhatsApp e Facebook Messenger. O relatório ainda mostra o crescimento do uso de voz para comando, via o conceito da Inteligência Artificial.

E como usar tudo isso?

Vejamos, o seu site tem um chatbot que pode responder, às 2h da manhã para uma cliente, via WhatsApp, Facebook Messenger ou um sistema ao estilo da Siri da Apple sobre um apartamento que ela está vendo com o marido? Sua loja virtual tem alguma inteligência que mostre para um homem um produto para barba de acordo com o comportamento de navegação dele, identificando que ele gosta de surfar e por isso precisa de um produto diferente para barba? De novo, o m-commerce indo além do que você pensa como apenas a loja virtual que abre no celular.

Mas só serve para livros…

Quem pensa assim, está muito enganado!
Segundo a pesquisa (Opinion Box e PayPal,) 55% das pessoas que compram passagens aéreas já usaram sites mobile de operadoras para comprar, 58% compraram entretenimento e 76% produtos do dia a dia. O exemplo, acima foi de livros, mas no que mais as pessoas fazem no mobile, ele não aparece. Perceba uma coisa: Passagem aérea e entretenimento são serviços que vende em Shoppings. Será que as pessoas não passam na frente da vitrine, olha o pacote de viagem e já corre para pesquisar o lugar mais barato na internet? O seu site com uma boa navegação, sai na frente da decisão de compra.

O desafio está lançado

Mobile Commerce não é algo para deixar para depois. Como dito nesse artigo, se você, em 2018, ainda não pensou em uma estratégia mobile para a sua marca, você está, pelo menos uns 10 anos atrasados. Em 2005, Leonardo Xavier, hoje na PontoMobi, já trazia marcas como Fiat para o universo Mobile, tal qual, Marcelo Castello Branco o fazia com algumas marcas do portfólio da Unilever. Há 13 anos atrás, poderia até ser uma estratégia para as grandes marcas, que são – ou deveriam ser – as primeiras a adotar as tendências, mas hoje, não ter, pelo menos um site responsivo é um absurdo dado que ferramentas como WordPress e Magento, gratuitas, já tem como item nativo serem responsivos.

Loja de bolso

No final do dia, o Mobile Commerce nada mais é do que disponibilizar todo o seu portfólio de produtos e serviços via smartphone, oferecendo para o usuário a oportunidade de comprar o que ele quiser, na hora que ele quiser e de onde ele quiser.

Um jovem pode estar em sala de aula, quando o professor indica um livro para leitura complementar da sua matéria. O jovem pode comprar, em menos de um minuto esse livro e continuar a assistir a aula. Um casal pode estar esperando uma mesa na lanchonete e um deles assistir a um vídeo do Fabio Rabin e se interessar em assistir ao seu show de Stand up Comedy. Eles podem entrar no site do humorista e comprar o ingresso em poucos cliques e tempo. Um pai está atrasado para pegar o filho na escola, está vendo que o trânsito está infernal, ele pode chamar um Uber que vai pegar o filho. Transação toda pelo celular, é mobile commerce.

Concorrência está ali também…

A tendência de crescimento do mobile commerce, no entanto, não é motivo para acomodação dos lojistas, segundo um estudo do Portal E Commerce News. Pelo contrário: nesse novo ambiente de disputa, vale a mesma regra que vigora para o varejo físico e as lojas virtuais tradicionais: vende mais quem oferece a melhor experiência de compra. Se com o fenômeno da transformação digital as lojas trabalharam para migrar suas operações para o e-commerce, o desafio agora é adaptar as vitrines à telinha do mobile.

Layout precisa ser amigável

Esse desafio está cada vez maior. Se antes era necessário apenas criar um layout seguindo os padrões de tamanho do celular ou smartphone, hoje é preciso analisar toda a sua usabilidade, pois é prioridade de um site mobile ter uma usabilidade diferente do desktop, comece pensando que no desktop a tela tem 11, 13, 15, 18 polegadas, no celular, tem 4, 5, 6 polegadas. Isso muda muita coisa, e por mais óbvio que seja, se entrar em sites do mercado verá que nem todos têm essa percepção.

A preocupação com a conveniência do formato, que exige um layout amigável e uma navegabilidade que permita visualizar todas opções de compra sem maiores distrações. A ideia é trazer comandos fáceis e ágeis para que o usuário realize a compra em poucos toques, afinal esse público não dispõe da mesma paciência que aquele que comanda os movimentos com a agilidade e a precisão do cursor de um mouse. Deslizar os dedos pela tela para ampliar a imagem e a descrição de produtos não é tarefa das mais gratas.

Mobile commerce. Ou entra ou desaparece

Pode até parecer um final de artigo dramático, mas depois que o Google começou a penalizar sites que não são amigáveis para o mobile, o próximo passo é o consumidor eliminar da sua lista sites que ele entra mas não consegue comprar, ou mesmo, aquelas marcas que nem loja possuem, seja no desktop ou no mobile. A decisão é sua!






Escrito por: Equipe Guia-se









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