15 ago 2018

As dificuldades da transformação digital

Planejamento Estratégico








O tema está em alta e nós da Guia-se, sempre antenados como que acontece em todo o universo do marketing digital, não poderíamos deixar de lado e trazer para o nosso site assuntos que tenham como ponto central essa nova transformação. Para alguns profissionais, a transformação digital será uma revolução no varejo tal qual foi a Revolução Industrial e a Internet. A transformação digital não se dá simplesmente colocando a marca no mundo online, isso, as marcas deveriam ter feito em 2005 quando as Redes Sociais começaram a crescer. Com mais de 120 milhões de brasileiros conectados, deixar a internet de lado é um erro dos mais graves no mundo dos negócios.

Transformação digital é um processo de médio para grande prazo, porém, é algo que se inicia mas nunca acaba, como tudo o que envolve o universo de marketing digital, as ações, que devem ter como objetivo central, relacionamento, precisam ser constantes, com isso, é preciso criar cada vez mais formas de impactar o consumidor para que ele entre em um ciclo de contatos da marca, o que muitos chamam de régua de relacionamento, para que esse relacionamento gere a venda e depois, algo muito importante, gere indicação. Cerca de 80% das pessoas confiam mais em Redes Sociais do que na mídia propriamente dita, ou seja, confiam mais em pessoas do que em anúncios.

Transformação digital está em nossas vidas. E nem percebemos…

A transformação digital chegou para ficar e já faz parte das nossas vidas. Ainda estamos conhecendo os primeiros aspectos dessa transformação, mas já vivemos mudanças profundas na nossa sociedade graças a ela.

Por ser um termo relativamente vago, muitas pessoas acabam acreditando que tudo o que é digital, e que de alguma forma mudou a forma como vivemos ou trabalhamos, pode ser denominado como transformação digital. Mas a mudança é muito mais profunda, por isso o termo precisa ser usado com mais critério e conhecimento.

Cinco domínios fundamentais da Estratégia

 – Clientes: Se conecta interagem dinamicamente por meios e modos que estão mudando suas relações entre si e com as empresas. Uso de ferramentas digitais está mudando a maneira de como descobrem, avaliam, compram e usam os produtos, e como compartilha, interagem e mantêm-se conectados com as marcas

 – Competição: Nossos maiores desafiadores podem ser concorrentes assimétricos, empresas estranhas ao setor, em nada parecidas com a nossa, mas que oferecem aos nossos clientes valores concorrentes. As tecnologias digitais estão turbinando o poder de modelo de negócios de plataforma, permitindo que uma empresa crie capte enorme valor aos facilitar as interações envolvendo outras empresas Ou clientes. A cada vez mais uma disputa por influência entre empresas.

 – Dados: A maioria dos dados que hoje e não das empresas não é gerada por qualquer planejamento sistemático, como pesquisa de mercado. Em vez disso, é produto de quantidade sem precedentes de conversas, interações ou processos, dentro ou fora das empresas. Dados são componentes fundamentais de como as empresas funcionam, se diferenciam nos mercados e geram novo valor

 – Inovação: Base no aprendizado contínuo, por experimentação rápida. Experimentos cuidadosos e em protótipos de viabilidade mínima, que maximizam o aprendizado ao mesmo tempo que minimizam os custos.

 – Valor: A única prevenção segura em um contexto de negócios e mutação é escolher o caminho da evolução constante, considerando todas as tecnologias como maneira de estender e melhorar a nossa proposta de valor aos clientes.

O Brasil ainda caminha para a transformação digital

Cerca de 75% das grandes empresas no Brasil ainda estão no estágio inicial da transformação digital, como aponta um estudo publicado no site Ecommerce News. De um lado, se a sua marca ainda não está nem nesse estágio, você pode ficar aliviado, do outro lado, você pode olhar isso como uma enorme oportunidade de crescimento. Cabe a sua visão estratégica decidir o que é melhor para a sua empresa.

O estudo mostra que muitos gestores tem uma verba para tecnologia superior a que tinham em 2017, um lado positivo, mas não se faz uma transformação digital apenas com dinheiro, se faz com esforço, vontade, talentos e principalmente tendo uma alma digital na empresa, do contrário, nada sairá do papel e essa verba de tecnologia irá para o famoso “mais do mesmo”: site, email, Google.

Poucas empresas diminuíram os valores a serem investidos em tecnologia, o que mostra que nem todos estão realmente de olho nesse conceito de transformação, mais uma vez, cabe a sua visão de estrategista olhar e pensar no que é melhor para a sua empresa.

Vendendo chinelos

Há uma história que se usa muito em escolas de empreendedorismo sobre chinelos, onde conta que em uma ilha, a população não usava nenhum tipo de calçado. Então, duas empresas concorrentes, sabendo dessa ilha, enviaram seus diretores comerciais para analisar o mercado. A empresa A, enviou o Pedro, um profissional totalmente focado em números e vendas. A empresa B, enviou José, um profissional com amplo conhecimento de marketing e vendas.

Passado uma semana, Pedro enviou um email para a matriz, dizendo que o projeto era um fracasso, afinal, as pessoas não usavam nenhum tipo de calçado e ali era totalmente errado investir, José, por sua vez, pediu uma verba de marketing, autorização para alugar uma pequena loja e contratar 2 funcionários, já que se ninguém usava calçados havia ali uma oportunidade enorme para ampliar as vendas da empresa, uma vez, que não tinha nenhum concorrente.

A visão do estrategista é o que direciona os rumos da empresa. Não são softwares ou máquinas que fazem isso, elas ajudam em pesquisas e entendimentos, mas o que faz um dado se tornar um importante diferencial estratégico é a cabeça do gestor.

Maturidade digital

Segundo a pesquisa publicada no Ecommerce News, “as organizações estão em diferentes graus de maturidade quanto à transformação digital. Essas diferenças se acentuam pelas distintas demandas sobre setores diversos e também pela cultura predominante em cada uma delas. Dado o cenário que se desenhou atualmente, as empresas perceberam que não podem deixar de lado a implementação da transformação digital em seus negócios e a maioria, 75,76% já estão com projetos em execução, sendo que destes 25,32% declaram se encontram em estágio avançado de implementação. Porém, 74,68% ainda estão em estágio inicial de maturidade em transformação digital”.

A pesquisa não mostra quais são as empresas e muito menos os segmentos que foram pesquisadas, mas é um importante indício para entender o que acontece no universo digital. A sua concorrente pode, ou não, estar nessa pesquisa, entretanto, comece a se preocupar quando você parar para pensar que dentro dos 75,76% pode estar uma empresa que você nunca ouviu falar, mas pode ser sua concorrente ainda em 2018. O mundo das Startups está cada dia maior!

Bancos estão na frente na transformação digital

Os bancos estão a frente nesse quesito. Não é para menos, uma vez que as Fintechs, as financeiras de tecnologia, estão cada dia mais fortes e os bancos, ou começam a se mexer ou vão perder clientes. O Itaú, que se posiciona como o banco digital, está trabalhando diversas frentes, ao passo que o Bradesco lançou o Next como uma estratégia do banco para blindar o crescimento de Nubank, Original, Neon, Inter, Agibank entre outros. Segundo Carlos Netto, CEO da Matera, desde 2016 sua empresa tem sido buscada constantemente por empresas que desejam entrar no segmento de Fintechs. Os bancos, com suas altas taxas, tem perdido mercado para bancos digitais sem taxas. Agora até conta salário pode ter portabilidade para os bancos digitais que estão crescendo a cada dia e não será um movimento sem volta.

Como os bancos estão entrando?

Segundo uma matéria do Valor Econômico, “na média, a prioridade das áreas de tecnologia é investir na abertura de interfaces de programação, as APIs. O movimento é impulsionado pela ideia de permitir que terceiros acessem sistemas do banco para criar novos produtos e serviços, mas está relacionado também às mudanças na forma como as áreas de tecnologia funcionam. Isso porque as APIs também podem ser usadas internamente para acelerar o lançamento de produtos da própria instituição. O segundo tema mais importante informado pelos diretores de tecnologia, que é uma preocupação constante do setor, é a segurança, que está muito relacionado à abertura das APIs.

Na sequência, estão o atendimento a requisitos legais, melhoria das interfaces com usuários, infraestrutura, melhoria de processos internos, serviços cognitivos e o blockchain. Principalmente no que diz respeito a esses dois últimos tópicos, que também são muito falados a todo momento, a baixa prioridade está ligada às dúvidas de como adotar essas tecnologias”.

Por que Transformação Digital é uma Prioridade?

Um documento da Salesforce mostra a importância de se criar uma estratégia de transformação digital. Não há dúvidas, e Philip Kotler fala isso desde 2007 quando lançou o clássico Marketing 3.0 (atual até hoje), que vivemos a era do cliente. Em 2017, o presidente da Mercedes-Benz disse que a experiência é o novo marketing, uma frase que deveria guiar o marketing, mas que não é bem assim, entretanto, é preciso entender que a experiência e o marketing centrado no cliente é de enorme importância para o conceito de transformação digital dar certo no Brasil.

Uma frase muito dita no mercado é “precisamos saber as expectativas para saber o que entregar” e de fato as marcas precisam olhar isso com mais “carinho” do que estão olhando hoje em dia. Quando se tem uma estratégia de transformação digital, através de ferramentas de mensuração e entendimento de comportamento, alinhando ao conceito de BigData, é possível entender a expectativa das pessoas, pois elas dizem isso na web de diversas formas como posts, comentários, curtidas e comportamentos de navegação.

Tecnologia melhor resultados

Usar tecnologia para melhorar todos os aspectos de um negócio tornou-se uma prioridade para as empresas. Mais do que isso, os resultados positivos de empresas que já iniciaram suas estratégias de transformação digital estão motivando o ciclo de adoção.

A pesquisa State of IT da Salesforce entrevistou mais de 2.200 executivos de TI ao redor do mundo e mostrou que empresas que estão se transformando digitalmente:

 – São 3,7 vezes mais propensas a responder que estão à frente das demais na adoção de tendências de tecnologia

 – Investem 1,8 vez mais em aplicativos e tecnologia de interface com o cliente (ex.: apps de vendas, marketing e atendimento)

 – Têm maior adoção de canais digitais (4,8 vezes mais) para engajamento com clientes

Estes são resultados importantes. E o que tem motivado estas iniciativas?

Em primeiro lugar, cloud computing permite que uma empresa remova os silos de informação associados com o legado de tecnologia. Além disso, também libera recursos da gestão de infraestrutura de tecnologia, o que significa que mais pessoas e investimentos podem ser dedicados à inovação. Por fim, a capacidade de facilmente desenvolver e implementar apps, para clientes ou para funcionários, representa uma oportunidade de melhorar todas as funções do negócio e o engajamento com os clientes.

Além disso, o estudo State of IT também mostra que os CIOs estão propensos a garantir que as suas equipes de tecnologia estejam preparadas para liderar esta jornada digital: 98% das empresas de alta performance dizem que treinamento e capacitação de suas equipes é uma prioridade de negócios. É também interessante observar que 60% dos entrevistados dizem que as suas empresas também já têm um CDO (Chief Digital Officer) para liderar estas mudanças – um cargo que surgiu apenas alguns anos atrás.

“Nos próximos anos as funções de tecnologia corporativa vão migrar de centros de custo, que tipicamente se reportam a CFOs, para centros de benefícios para o negócio onde CIOs e CDOs terão um lugar no comitê executivo.” – Gunnar Menzel, Chief Architect de Serviços de Infraestrutura na Capgemini

Esta mudança coloca os líderes de tecnologia em posição de grande responsabilidade e enorme oportunidade. De acordo com o Gartner, quase 40% dos CIOs reportam que já estão liderando iniciativas de transformação digital em suas empresas.

Agilidade em Negócios

Além dos imperativos de oferecer uma experiência superior aos clientes e dos habilitadores tecnológicos como cloud, mobilidade e outros, transformar inovação em ação antes da concorrência é uma demanda de 10 em cada 10 empresas. Uma forma de viabilizar agilidade é empoderar todos – em TI, marketing, vendas, atendimento ao cliente e finanças – com a capacidade de criar aplicativos e melhorar fluxos de trabalho.

O que vimos acima é um estudo da SalesForce que mostra um cenário bem motivador para o futuro da transformação digital, mas infelizmente, o que se vê no Brasil é outra realidade. O cliente espera uma inovação, interação, as marcas promovem Redes Sociais. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais precisamente no bairro do Soho em Nova Iorque, o Omnichannel é uma realidade quase que em todas as lojas. E não acredite ser na loja da Apple apenas, não! São em pequenas lojas de rua, as vezes com uma única unidade que tiveram a coragem de inovar, mesmo porque, se não inovar, a loja do lado o faze rouba clientes. As pessoas estão atrás de tecnologia o tempo todo.

Os clientes também esperam uma experiência digital que simplifique o processo

E desperdice o mínimo possível de seu tempo. Atualmente, os vendedores podem gastar até 50% de seu período de trabalho em tarefas administrativas ligadas ao fechamento, processamento, assinatura de contratos e cumprimento de pedidos, ou seja, momentos valiosos que poderiam ser gastos com outras atividades.

Inovações na gestão dos processos de forma digital permitem que contratos, RFPs e cotações podem ser enviados aos departamentos certos, na ordem certa, com uma trilha de auditoria digital, e podem ser assinados eletronicamente pela pessoa indicada. Sendo assim, a agilidade continua mesmo após a assinatura do contrato, pois o processo inteiro é automatizado, garantindo que a experiência do cliente comece do jeito certo e que você possa acompanhar no sistema bem de perto o fluxo dos dados. Ganhando visibilidade, eficiência e encurtando os ciclos de venda.

 

Converta dados em estratégia

Dados estão sendo fornecido por novas fontes, estão sendo aplicados a novos problemas estão se tornando importante vetor de inovações. Os mesmos dados que empresa coleta, gerencia e Analisa constitui importante ativo estratégico e, cada vez mais, fonte de inovação e de criação de valor.

 – Dados sobre processos de negócios: Cadeia de fornecimento, vendas, faturamento, recursos humanos

 – Dados sobre produtos ou serviços: Mapas, dados sobre empresas, dados sobre o clima

 – Dados sobre os clientes: Compras, comportamentos, interações, comentários demografia e pesquisas

 – Reúna diversos tipos de dados: Os dados sobre produtos e serviços são essenciais para o valor Central

– Usar os dados como camada preditiva na tomada de decisões: Os dados sobre as operações podem ser usados em modelagem estatística para planejar e otimizar o uso de seus recursos. Amazon usa seus passar dados de navegação no site para definir o produto só deve oferecer ao cliente em sua próxima visita

 – Aplicados a Inovação de Novos Produtos: A Netflix usa sua grande quantidade de dados sobre as preferências dos espectadores para ajudá-los a desenvolver nova série de televisão como House of Cards. Isso é usar dados para Inovar com mais rapidez, a custo mais baixo

 – Observe o que os clientes fazem, não o que dizem: Os dados comportamento sempre os melhores dados sobre os clientes, são muito mais valiosos que relatos de opiniões ou qualquer coisa e os clientes ligam a um pesquisador de mercado num levantamento

 – Combine dados entre os departamentos

Crie a sua própria transformação!






Escrito por: Equipe Guia-se









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