06 jun 2018

A realidade digital agora é outra

Planejamento Estratégico








A provocação aqui nesse artigo será forte. Se você ainda acredita que marketing digital se resume a Google, influenciador e Facebook nem dê continuidade a sua leitura, pois esse artigo vai mostrar que a realidade agora é outra: Ela é mista. Ela é aumentada. Ela é virtual. Ela é uma nova experiência em vendas de produto e apelos que falam diretamente com o que mais importa: o cérebro do consumidor. Nesse sentido é preciso saber que o digital está cada dia mais atrelado ao principal conceito do marketing, a experiência. Esse tema está sendo mais do que debatido no dia a dia dos eventos e artigos pelo Brasil, mas na prática estamos vendo outras coisas, marcas ainda apostando em mídia para vender. Mídia é importante, mas não é a única arma.

O que você avalia ser mais efetivo para uma venda? Fazer uma campanha no Google que impacte 20 mil pessoas, para gerar 2 mil acessos a uma página, que vire 200 cadastros e 40 vendas ou, uma lista segmentada com bases cruzadas que levante 100 potenciais consumidores de um determinado produto e que estão muito “quentes” para comprar aquele produto? Que pode ser um carro, apartamento, viagem ou mesmo uma camiseta. O custo é bem menor, logo, o ROI será maior, logo a campanha com maior ROI vence. A matemática é simples. Victor Vieira, VP de Planejamento da Agência FessKobbi, fala muito sobre o “Matemarketing” e é com dados que se chega lá. Bom, vimos 2 exemplos para mostrar que o marketing não é mais mídia, na verdade nunca foi, mas agora ele precisa ser olhado de outra forma. Marketing é matemática e experiência. A mídia vem depois.

Realidade Virtual e Realidade Aumentada. Ambas trabalhando juntas

Segundo Prof. Dr. Antonio Carlos Sementille, especialista em realidade virtual e realidade aumentada, essas duas áreas de pesquisa são complementares. A realidade virtual (RV) consiste em criar um ambiente totalmente gerado pelo computador, 100% virtual. O usuário pode interagir com esse ambiente, emergindo nele; ou seja, tudo que ele veria ali seria gerado por computador. É muito comum usar capacetes de realidade virtual, para justamente o usuário não ver mais o mundo real. As aplicações, do ponto de vista da interação com o usuário, ficariam um pouco mais complexas. Como ele não está vendo o mundo real, como é que ele vai interagir com os objetos? Por isso, usa-se luvas que capturam a posição das mãos e dos dedos, sensores que verificam onde está a posição da cabeça do usuário para ajustar a imagem que ele está vendo, etc.

No caso da realidade aumentada (RA), o usuário continua vendo o mundo real, complementado de alguns elementos virtuais. De repente, eu olho para um motor real de automóvel e vejo o interior dele com as válvulas se mexendo e a explosão acontecendo, por exemplo, mas eu continuo vendo o mundo real. Ou eu olho para uma pessoa e vejo informações sobre ela, quem ela é, que escolaridade ela tem, etc. Na realidade aumentada, a ideia é aumentar a realidade com informações adicionais devidamente alinhadas com a visão do usuário e do mundo real. Esse é o objetivo. Também, de certa forma, iludir os sentidos humanos, mas é uma ilusão mais tênue porque o usuário continua vendo o mundo real.

Realidade mista: A união das Realidades

Simplificando, é uma forma de fundir o mundo real com o virtual para produzir novos ambientes e formas de visualização em que os objetos físicos e digitais coexistem e podem interagir em tempo real. Para tal, é necessária a combinação do poder de processamento computadorizado com a intervenção humana e ambiental, de forma a garantir que o movimento no mundo físico é transposto para o universo digital.

Inovar sempre

Não há dúvidas de que a inovação precisa estar inserida na vida das marcas. Isso não é mais futuro ou tendência. Isso é hoje! Aliás, se hoje, no fim do dia, você não inovou, desculpe, mas você está um dia atrasado versus a sua concorrência. A criatividade é algo presente na inovação, mas inovar não depende apenas dela. Não ter cultura para inovar é um problema muito mais sério do que se imagina.

Um estudo sobre as realidades Virtual e Aumentada do Portal Mercado&Consumo mostra essa realidade, segundo a pesquisa, que será reproduzida e comentada aqui nesse artigo, a utilização da tecnologia aumenta consideravelmente todas as possibilidades quando se fala em modificar esta experiência. O engajamento pode ser o grande diferencial competitivo.

Uso em qualquer lugar

O estudo que motivou esse artigo fala muito sobre como realizar treinamentos usando essas duas tecnologias, que em 2017, foi citada como uma das tendências de marketing digital para aquele ano. Em 2018, ela continua sendo uma tendência. Parece que vai crescer aos poucos, como muitas tecnologias. O grande problema da explosão de novas tecnologias se dá no medo que as marcas ainda tem em inovar, em levar algo adiante. As ideias em palestras estão lindas, mas no dia a dia é sempre “complicado” de fazer, não é tão fácil. Se todos pensassem assim, ainda estaríamos no tempo das Cavernas nos comunicando por sinais na parede.

O estudo do portal aponta que uso das tecnologias de Realidade Virtual e Realidade Aumentada simulados proporcionam uma interface muito avançada, facilitando o treinamento em situação que requerem a manipulação de equipamentos, vivenciar situações e condições adversas, perigo e risco – tudo de forma absolutamente segura. Permite simular situações reais e interagir em reproduções das situações mais difíceis com clientes. Elas nos permitem ainda conhecer produtos e especificações técnicas em sua íntegra e um cardápio de acesso rápido a estes dispositivos no caso de consultas.

Mas vale lembrar que nem vendas, isso pode ser uma poderosa arma no momento em que o consumidor tem a chance de vivenciar – e ai entra a Experiência – como o produto pode ser manipulado e ajuda no seu dia a dia. Não é nada de novo, mas já pensou via as duas realidades viver a experiência de um voo entre São Paulo e Paris pelo novo avião da Emirates?

Conexão imediata

A Realidade Virtual e a Realidade Aumentada permitem uma conexão direta com nossos sentidos de audição, visão e, em alguns casos, até olfato, e nossa resposta é imediata. Unidos à alta capacidade de promover a interação, esses fatores causam uma poderosa imersão. A aprendizagem neste caso é bastante aumentada, pois o participante tem uma rápida absorção do conhecimento “vivenciado”.

Microsoft HoloLens

A Microsoft lançou o projeto HoloLens, um dos grandes representantes dessa junção das duas realidades, o que o mercado chama de Realidade Mista, que ainda com um aplicativo de Inteligência Artificial. Um dos mentores desse projeto é o brasileiro Alex Kipman, uma das mentes também por trás do Kinect. Ele está desenvolvendo toda a estrutura do HoloLens 2.0, uma nova versão do óculos que, como dito aqui, é talvez o maior exemplo da realidade mista já vista no mundo.

Segundo Kipman, o HoloLens tem a possibilidade de trabalho conjunto, como se parceiros estivessem próximos em uma mesma sala, incluindo a diferença espacial que muitas vezes se faz importante em um ambiente colaborativo. Às vezes, você não pode estar ombro a ombro com alguém, mas o trabalho que você está fazendo exige esse nível de proximidade. Mais do que apenas uma experiência de comunicação compartilhada, você precisa de presença. A realidade mista permite que você esteja presente e compreenda espacialmente as coisas, mesmo quando as pessoas não estão fisicamente no mesmo espaço.

Contudo, vale frisar que esta plataforma permite que fabricantes de hardware – como Acer, Asus, Dell, Lenovo e Samsung – criem os seus próprios headsets, seguindo os parâmetros da Microsoft. A incorporação de sensores no dispositivo (não são necessários outros separados) permite desfrutar de experiências de realidade mista a um preço mais acessível, mas o ecossistema de software ainda está numa fase embrionária. Mas isso é um futuro que não será tão próximo, as iniciativas de realidade mista estão apenas começando, mas em breve muitas empresas como as citadas acima e outras startups estarão entrando nesse mercado, ainda muito inexplorado, mas que já desperta, sem dúvida a imaginação de quem tem, mesmo que por vídeo ou artigo, a sensação do que vem por ai.

Caso prático no mundo automotivo

Segundo o portal Canaltech, a equipe de Fórmula 1 da McLaren em parceria com a HTC está criando projetos para novas experiências em realidade virtual e aumentada. Uma das primeiras novidades será desenvolvida para o headset da Vive e o mais novo lançamento Vive Pro, com a produção de conteúdo para seu programa de eSports. Segundo a McLaren, a equipe vai criar a primeira competição de eSports de realidade virtual do mundo integrada ao esporte real. No ano passado, a equipe de F1 já havia se aventurado nos eSports com a competição de jogos mais rápidos do mundo, dando a vitória para Rudy van Buren e uma vaga na liga como motorista oficial de simulador. A McLaren e a HTC não revelaram muitos detalhes sobre o projeto, mas, ao que tudo indica, a parceria pode oferecer transmissão ao vivo em 360 graus das corridas aos usuários do headset.

O futuro é hoje.

Existe uma enorme possibilidade de você, que está lendo esse artigo, tenha mais de 30 anos. Esse é o perfil de quem lê artigos técnicos como esse. Tendo ou não filho, você é de uma geração mais velha que essa “molecada” – no bom sentido da palavra – de 16 a 20 anos que vai dominar o mercado consumidor daqui 10 anos. Você está pelo menos a 2 gerações a frente deles. Essa “molecada” que hoje não sai do smartphone, que vive em vídeo games como Kinect e Wii, que não larga o Netflix por nada e que prefere empreender a ser empregado tem uma outra mentalidade, outra forma de viver e ver o mundo, concorda? Se você é pai ou mãe, entende o que esse trecho quer dizer. Pois bem, fica aqui uma questão que poucos pensam, mas que precisa ser levado em conta: Uma jovem, de 16 anos, que está terminando a escola e ganha mesada de 200 reais dos pais. Essa jovem prefere comprar um sapato novo pelo site da Dafiti ou ir no Shopping? Será que daqui 10 anos, quando ela tiver 26 anos, com um salario de 5 mil reais, ela vai no Shopping? Ou terão outras tecnologias, como a realidade mista por exemplo, que vão permitir que ela compre de uma outra forma?

O que era o Ecommerce em 2001?

O ano de 2001 ficou marcado no cinema pelo filme, “2001, uma odisseia no espaço” um clássico do cinema que tinha muito exercício de futurologia envolvido. Na década de 80, por exemplo, as pessoas pensavam que nos anos 2000 os carros voariam. Em 2018 nem projeto disso tem, a exceção de Drones que estão sendo desenvolvidos para levar pessoas. Mas não há muitos projetos da Toyota, Honda, Mercedes ou Jaguar para carros que possam voar, como no desenho dos Jetsons. Mas o ano de 2000 seria marcado pelo ano da tecnologia.

Como seria, dizer para uma pessoa que ela poderia entrar em um site, chamado Submarino, e ela poderia comprar o mesmo livro que comprava na Saraiva ou na Nobel do shopping, que receberia em casa? Seria um absurdo. Hoje isso é banal e 65 milhões de pessoas geram mais de 50 bilhões de reais ao ano para o mercado de ecommerce no Brasil.

O que seria do YouTube na década de 80?

Nessa década, o Brasil parou em uma 6a feira de noite para resolver um mistério: Quem matou Odete Roitman? A data era 6 de Janeiro de 1989. O país parou em frente a TV, para sintonizar na Rede Globo e descobrir um dos maiores mistérios da telematurgia da história da TV brasileira. Pessoas deixaram de ir a cursos, restaurantes, saíram mais cedo do trabalho. Quem de férias estava, não pensou em sair da frente da TV por nada. Não era a final da Copa do Mundo, apenas de uma novela. E se na época dissessem as pessoas “fica calmo, você pode ver a novela ao vivo pelo seu smartphone pelo aplicativo Globo Play”. Seria, essa pessoa, taxada de louca. Hoje, você entra no ônibus e o que mais se vê são pessoas com o celular na mão falando em Redes Sociais, WhatsApp ou vendo alguma série no Netflix.

A história nunca muda

Perceba uma coisa. A história nunca muda. A evolução da tecnologia permite que marcas se conectem as pessoas de diversas formas. A internet chegou para ser o local onde “se conheceria o mundo por um click”, isso não matou as agências de viagem, pelo contrário, as potencializou, as pessoas com mais certeza do que querem, compram mais. Assistir filme em casa, é algo, que todos gostam, isso não acabou, mas ao invés de alugar um DVD por R$ 12,50, as pessoas pagam R$ 27,50 para assistir a quantos filmes quiser. A tecnologia conecta, as pessoas gostam, as marcas tem que estar inseridas. Ou morrem. Isso é um fato, que as vezes fica lindo no palco, mas pouco usado no dia a dia das empresas, que quando menos esperam, estão correndo atrás do “rabo”.

Realidade mista não é para hoje…

… mas é algo para ficar no seu radar. Ela é uma tecnologia que pode sim, ser usada nos dias de hoje. Contamos aqui no artigo alguns casos práticos, isso não é algo para o futuro, na McLaren, por exemplo, essa notícia é de 2017, ou seja, é algo que já está sendo feito pela empresa. Não se sabe o investimento nesse negócio, mas a McLaren é uma empresa que precisa sempre estar na frente, ela é vanguarda da tecnologia, está no campo mais ligado a tecnologia do mundo automobilístico, a Formula 1, produz carros para cidade, mas carros com tecnologia sempre de ponta, isso a obriga a estar nessa vanguarda, mas só ela? Só Apple, Microsoft, IBM, Amazon, Google que podem inovar? Pensar assim é pensar pequeno e quem pensa pequeno, se mantém pequeno.

No final do dia o seu consumidor quer se conectar a você. Seja pelo e-mail, Facebook, site, 0800 ou na loja física. Ele quer se conectar primeiro a marca e depois consumir. Se pode ser uma conexão com muita tecnologia, por que não? E um último detalhe, quanto mais tecnologia embarcada, maiores são as chances de captar dados do consumidor e saber o que ele realmente deseja.






Escrito por: Equipe Guia-se









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