Agosto 7, 2008

Indaiatuba, o município brasileiro com maior desenvolvimento

Mais uma vez Indaiatuba tem destaque positivo nos principais jornais do País. A cidade lidera o ranking do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com 0,9368 pontos. O índice mediu a eficiência das políticas públicas nos municípios nas áreas de Educação, Saúde e Emprego/Renda. Foram avaliadas 5.564 cidades.

A pesquisa da Firjan tomou como base 12 itens estatísticos oficiais dos ministérios do Trabalho, Educa-ção e Saúde. Nas três áreas avaliadas, a Educação teve o melhor desempenho apresentando o índice de 0,9425; em segundo veio o Emprego e Renda, com 0,9361 pontos; e a Saúde garantiu o índice de 0,9319.

Para chegar á estes números, os técnicos da Firjan juntaram dados novos à metodologia usada no levan-tamento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Na Educação, por exemplo, enquanto o IDH con-sidera apenas taxa geral de matrícula, o IFDM leva em conta a abrangência da educação infantil usando a taxa de abandono, de distorção idade/série, professores com curso superior, média de horas-aula e o de-sempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na Saúde, foram avaliados consul-tas pré-natal e óbitos por causas mal definidas, enquanto o IDH leva em conta a longevidade. O Firjan ainda avaliou emprego e renda, medidos por geração de emprego formal e salários médios, enquanto o IDH avalia o PIB per capita.

A avaliação do desenvolvimento foi feita usando o comparativo de 2000 com 2005 e mostra que os me-lhores índices de desenvolvimento estão no interior. Das 100 cidades brasileiras mais bem classificadas no levantamento, 82 são de pequeno e médio porte, com até 300 mil habitantes.

RMC

Além de Indaiatuba, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) teve outra cidade entre as três melhores avaliadas: Jaguariúna, que ocupa a terceira posição no ranking. Entre os 100 melhores do ranking ainda estão outras 10 cidades da RMC: Americana, que detém a 14ª posição; Hortolândia em 15º; Valinhos em 20º; Vinhedo em 23º; Nova Odessa, 26º; Paulínia, em 38º; Campinas, em 39º; Santa Bárbara d`Oeste, 45º; Itatiba, 71º; e Sumaré, com 73º.

IFDM

De acordo com informações da Assessoria de Comunicação do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro), o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) atende a uma das ações propostas no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, elaborado em 2006, e a me-todologia desenvolvida permitiu, assim, a geração de índices para todos os municípios, bem como para todos os Estados.

O IFDM supre a inexistência de um parâmetro para medir o desenvolvimento sócio-econômico dos muni-cípios e distingue-se por ter periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional. A partir do índice de 2005, todos os anos o IFDM será divulgado e a sociedade poderá acompanhar a evolução do desenvolvimento humano, econômico e social dos municípios brasileiros e os resultados da gestão muni-cipal. O mais bem-sucedido entre os demais indicadores, o IDH-M, criado pela Organização das Nações Unidas, por exemplo, baseia-se em dados do censo demográfico, realizado apenas a cada dez anos.

O IFDM abrange, com igual ponderação, as três principais áreas de desenvolvimento humano: Empre-go&Renda, Educação e Saúde. A leitura dos resultados - por áreas de desenvolvimento ou do índice final - varia entre 0 e 1, sendo quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento da localidade. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento municipal.

Para efeito de comparação, o IFDM também foi calculado para 2000, o que permite uma análise ao longo do tempo.

Sirlene Virgílio Bueno / ACS-PMI

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