Outubro 16, 2007

Crescimento da Internet

Comércio eletrônico cresce 49% no primeiro semestre de 2007   
 
O comércio eletrônico movimentou pouco mais de R$ 2,6 bi no primeiro semestre de 2007 (com exceção de passagens aéreas, automóveis e sites de leilão). Este valor superou em quase 5% a expectativa inicial da e-bit e representa um crescimento nominal de 49% em relação ao primeiro semestre de 2006.  

De acordo com a pesquisa de comércio eletrônico realizada pela e-bit é possível observar que três fatores foram os grandes responsáveis por essa alta. O maior volume de vendas – 45% acima do resultado de 2006 – impulsionado pela entrada de novos e-consumidores (em dezembro de 2006, no Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas já tinham experimentado a comodidade de comprar sem sair de casa, hoje já são mais de 8 milhões de pessoas que fizeram pelo menos uma compra pela rede). Além disso, o aumento da freqüência de compras por “usuários” mais experientes aliado à escolha de produtos com maior valor agregado nos carrinhos dos e-consumidores, colaborou e muito para o crescimento. Para se ter idéia, somente em maio desse ano, cerca de 11% das pessoas responderam que realizaram mais de dez compras nos últimos seis meses.

E, se os e-consumidores compraram mais, eles também gastaram mais no primeiro semestre de 2007. A média do valor gasto nas lojas virtuais nesses seis primeiros meses do ano ficou em R$ 296, aproximadamente 3% acima do registrado em 2006, mesmo com deflação de 1,92% no canal web conforme levantado pelo índice e-flation do Provar (Programa de Administração do Varejo da USP e o Canal Varejo).

O mês de maior faturamento no 1º semestre foi Maio. O mês em que se comemora o Dia das Mães representou cerca de 19% do faturamento do semestre e registrou o maior número de vendas contabilizando mais de 1,6 milhões de pedidos. Os produtos mais escolhidos para presentear as mães foram Livros, Informática e Eletrônicos representando 15%, 11% e 9% respectivamente.

O balanço do semestre indica que o setor de e-commerce está crescendo e conquistando cada vez mais novos clientes. Cerca de 19% dos e-consumidores efetuaram sua compra na internet pela primeira vez. O índice de satisfação e-bit/PwC no semestre é de 87,15% sendo um dos maiores desde sua criação em 2000.

“E, se cliente satisfeito é um indício de que as lojas virtuais têm correspondido às expectativas dos e-consumidores, esse fato pode ser comprovado quando vemos que 84% dos adeptos às compras virtuais disseram que voltariam a comprar na mesma loja onde já efetuaram alguma compra”, complementa Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit.

Previsão Natal

E não pára por aí! Como em todos os anos, o Natal é a data mais aguardada pelos varejistas que aproveitam esse período para alcançar altos índices de faturamento e, até mesmo, recorde em vendas.

Assim, o período do Natal que vai de 15/11 a 23/12 para as lojas virtuais, deve vender algo em torno de R$ 1 bilhão, o que representa um crescimento nominal de 45% em relação ao mesmo período de 2006. O valor do tíquete médio deve ficar por volta de R$ 300 reais.

No ranking dos produtos mais vendidos, a “disputa” pelo topo deve ficar ainda mais acirrada, já que a escolha por produtos de maior valor agregado (tíquete médio alto) como Eletrônicos, Informática e Telefonia Celular, tem aumentado significativamente em detrimento da antiga preferência por produtos mais baratos como Títulos de CD, DVD e Vídeo.

Enfim, o primeiro semestre de 2007 já se foi e o tempo começa a apontar para mais um final de ano movimentado no comércio eletrônico brasileiro.

Até agora, todos os indicadores tanto de satisfação dos clientes, quanto do faturamento, tíquete médio e cumprimento dos prazos de entrega, apontam para um crescimento nominal de 45% em relação a 2006, o que significa um faturamento de R$ 6,4 bilhões até o final do ano.

Raio-X do 1° Semestre 2007

Faturamento - R$ 2,6 bi
 
Tíquete Médio - R$ 296,00
 
Crescimento nominal em relação a 2006 -  49%
 
Produtos mais vendidos*
Livros – 17%
Informática – 13%
Eletrônicos – 10%
 

* Participação por quantidade de pedidos
Fonte: e-bit Informação (www.ebitempresa.com.br)
Período: 01/01/2007 a 30/06/2007
 

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Outubro 16, 2007

O bom momento para sites…

Um bom momento para sites de conteúdo
Dailton Felipini  

Sites de conteúdo são sites focados em um tema ou público específico, tais como: jardinagem, economia, culinária, futebol, artes, e uma infinidade de outros assuntos de interesse. Nesses sites, o internauta encontra conhecimento, fóruns de debates, dicas úteis, além de poder interagir com outras pessoas de interesse semelhante, sempre em torno de um tema central. No início da Internet, os sites de conteúdo eram tão badalados quanto as lojas virtuais, mas com a quebra generalizada de empresas “pontocom”, ocorrida em 2000, eles se tornaram as  principais vítimas do descrédito em relação ao e-commerce. Agora, as mesmas condições que possibilitaram o firme crescimento das lojas virtuais sopram ventos favoráveis em direção a esse tipo de sites. A principal delas é o fato de já possuirmos cerca de 33 milhões de pessoas com acesso à Internet no Brasil, um espantoso crescimento superior a 2.500% em apenas dez anos. Além dessa massa crítica, outro fator positivo é o próprio amadurecimento do setor, que hoje tem know-how para oferecer ao internauta condições seguras e agradáveis de navegação e compra na Internet. O modelo de negócio do site de conteúdo é relativamente simples e envolve as seguintes etapas:

Escolher um tema específico. Dentre os mais de trinta milhões de internautas é bem provável que uma parcela tenha interesse no tema escolhido. Uma estimativa do  tamanho do nicho de mercado deve ser realizada no momento de escolher o tema;

Desenvolver um bom conteúdo sobre o assunto focado, renovando-o regularmente com informações úteis e atualizadas;

Fomentar o surgimento de uma comunidade de valor composta por pessoas que voltarão regularmente ao site em busca de informação, interação com outros internautas ou entretenimento;

Oferecer espaço para fornecedores de produtos de qualidade relacionados ao tema.

Para o sucesso desse modelo de negócio todos os participantes devem estar satisfeitos: o usuário deve receber gratuitamente conteúdo de qualidade, o fornecedor deve ter acesso a um público direcionado com potencial interesse em seu produto e o site deve receber uma parte da receita gerada por meio de venda de anúncios, patrocínio ou afiliação que o torne viável. Naturalmente, como em qualquer outro negócio, nem tudo são flores, é necessário trabalhar duro. O desenvolvimento e a manutenção de um bom conteúdo demandam  pesquisa para geração de conhecimento, ou custo, caso isso seja terceirizado. Outro fator crítico de sucesso é a necessidade de geração de um grande volume de tráfego. Cerca de 30 mil visitas por mês é um volume razoável para começar a monetizar o site, mas o sistema vai engrenar de verdade a partir de um volume de centenas de milhares de visitas. Finalmente, a escolha dos parceiros fornecedores é outro fator determinante para o sucesso. Melhor ter poucos fornecedores de produtos de qualidade do que centenas oferecendo lixo pois a imagem do site perante os internautas estará sempre associada à de seus parceiros.

O assunto é vasto demais para ser aprofundado em um simples artigo, mas merece uma atenção especial do empreendedor. Voltaremos a ele em outra oportunidade.
 
Dailton Felipini. é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e professor de Comércio Eletrônico  na Universidade Mackenzie. É editor dos  sites: www.e-commerce.org.br  e   www.abc-commerce.com.br  e autor de cinco eBooks  sobre Comércio Eletrônico.
 

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