Julho 26, 2007

Eu vaio o Lula

Olá, bom dia. 

Não adianta achar que as causas do acidente da Tam com o Airbus A-320 (vôo JJ 3054) foi falha do piloto, da pista ou da aeronave, na minha humilde opinião acredito que um conjunto de falhas comandado pela incompetência e descaso de nosso governo com o cidadão brasilileiro (aquele que nunca desiste) foi o que jogou aquela aeronave para fora da pista.

Choramos todos, numa fatídica tarde de julho de 2007 e esperamos que Deus nos ajude.

E agora as ranhuras estão sendo feitas!!!

Eu vaio o Lula no Pan e em todos os lugares que o encontrar.

Até mais.

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Postado por José Rubens na Categoria: Notícias
Julho 26, 2007

Aparelhos MP4

Aparelhos MP4 da Multilaser rodam games com perfeição

A Multilaser lança dois aparelhos MP4 que rodam games com perfeição de imagem e som. Os aparelhos têm alto falante incorporado, microfone embutido e bateria interna recarregável com duração de até 4 horas.

O MP4 Card Game e o MP4 Player Slim Game são compatíveis com o Windows 9X, ME, 2000, XP ou superior, Linux 2.4 e superior e Mac OS 8.6 e superior. Os lançamentos da Multilaser destacam-se pela alta capacidade na gravação de áudio. 32 horas de gravação, memorização de 20 estações de rádio FM.
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Postado por José Rubens na Categoria: Eletrônicos
Julho 26, 2007

Ipod e IPhone

Apple vendeu 270 mil iPhones nos dois primeiros dias
Durante o anúncio dos resultados do terceiro trimestre, a Apple informou que foram coomercializados 270 mil unidades do iPhone somente nos dias 29 e 30 de junho, o dobro dos estimados 146 mil aparelhos ativados junto à operadora AT&T.

Tecnologia do iPhone em breve no iPod
O analista Gene Munster da Piper Jaffray comentou nesta semana que o iPhone revela detalhes sobre o que o iPod pode se tornar em breve, relacionando a característica da tela sensível ao toque que pode vir a equipar o novo iPod.

Versão nano do iPhone chega no final do ano
A Apple deve lançar um modelo iPhone nano baseado no iPod nano no último trimestre deste ano, é o que afirma o analista Kevin Chang da JP Morgan, que cita como fonte um fornecedor da Apple além de informações contidas em uma recente patente que descreve um dispositivo com um controle circular sensível ao toque. O novo modelo teria preço sugerido de US$ 300.

Lucro do iPhone supera 50%, afirma pesquisa
De acordo com a iSuppli, a Apple estaria ganhando margem de 55% do valor de vendas do iPhone. Esta informação significa que o modelo de 8GB comercializado por US$ 599, possui custo de fabricação de apenas US$ 265,83 cada unidade.

Apple vende meio milhão de iPhones
De acordo com o Los Angeles Times, a Apple já vendeu mais de 500 mil unidades do iPhone, lançado na última sexta-feira dia 29 de junho. Em metade das lojas Apple Store da Costa Oeste dos Estados Unidos, o estoque do produto esgotou logo no primeiro dia.

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Julho 25, 2007

Newsletter: o elo com o cliente

Dailton Felipini

A implementação de uma newsletter é uma boa estratégia de email-marketing e consiste no envio periódico de um boletim, via email, aos clientes e visitantes cadastrados no site. A newsletter não deve ser confundida com o envio ocasional de emails (mala-direta eletrônica). Ela se caracteriza pelo envio regular de mensagens, com uma freqüência diária, semanal ou mensal, e por um conteúdo mais informativo. Também não se deve esperar de uma newsletter resultados a curto prazo, pois  esses resultados são característicos da mala-direta eletrônica, elaborada para divulgar uma oportunidade, supostamente única, de o cliente potencial realizar uma ótima compra, quer seja pela vantagem do preço, da novidade, ou da promoção temporária, em um processo típico de compra por impulso.

Além de disponibilizar os produtos da empresa ao cliente potencial com um simples clique, a newsletter tem como objetivo gerar confiança pela exposição constante da marca. Os resultados da implantação de uma newsletter são lentos, mas consistentes; podem ser mensurados por meio da visitação do site, que deve apresentar um aumento gradativo, assim como pela taxa de conversão (quantidade de compradores em relação à quantidade de visitantes), que também deve aumentar ao longo do tempo. Na implementação de uma newsletter, dois aspectos merecem especial atenção.

O que enviar. O conteúdo é de fundamental importância. Se o destinatário não receber algo que ele perceba como tendo algum valor, não haverá interesse na continuidade do recebimento da newsletter, impedindo a obtenção dos resultados que, em geral, ocorrem a longo prazo. Um bom conteúdo é aquele que gera algum benefício para o leitor. Uma dica, um presente, um artigo, uma oportunidade, informações úteis são exemplos de conteúdos que geram satisfação e estabelecem o início de um relacionamento que estimulará a ocorrência de transações futuras. É claro que alguns setores possibilitam a elaboração de conteúdo mais facilmente do que outros. Uma livraria, que trabalha com produtos relacionados ao conhecimento, por exemplo, oferece muito mais subsídios para a geração de conteúdos atrativos do que uma fábrica de parafusos. Mas, com um esforço de criatividade, esse obstáculo pode ser superado.

Para quem enviar. No email-marketing em geral e, particularmente, no envio de uma newsletter, um cadastro composto de pessoas que autorizaram o recebimento da comunicação (opt-in) é fator decisivo para o sucesso. Afinal, como a empresa poderá conseguir credibilidade se o primeiro contato com o cliente é realizado de forma invasiva? Newsletters bem-sucedidas são, na grande maioria dos casos, enviadas para clientes ou visitantes do site, não para desconhecidos, embora, talvez em decorrência de uma visão imediatista, muitas empresas optem por adquirir cadastros externos, em vez de trabalhar com seus próprios cadastros ou iniciar a formação de um.

Tempos atrás, a justificativa de empresas que possuíam grandes quantidades de clientes cadastrados e não se comunicavam com eles era o custo envolvido. Tal preocupação já não faz sentido na economia digital, pois o custo para enviar um email é irrisório. Evidentemente, a elaboração de uma boa newsletter é um processo trabalhoso, que exige planejamento, conhecimento e pesquisa de conteúdo de qualidade para o leitor. Além disso, é preciso ter paciência para “colher os frutos” desse esforço, porém, para as empresas com visão de longo prazo, o resultado é certamente recompensador.
 
 
Dailton Felipini. é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e professor de Comércio Eletrônico na Universidade Mackenzie. É autor de vários ebooks sobre o assunto e editor dos sites: www.e-commerce.org.br  e   www.abc-commerce.com.br  
 
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Julho 25, 2007

Links patrocinados!!!

E não é que os Links Patrocinados chegaram lá!

Uma das coisas fascinantes do Comércio Eletrônico é a possibilidade de se assistir ao nascimento de idéias criativas e acompanhar a sua transformação em negócios bem-sucedidos, muitas vezes milionários.  Há menos de uma década, um sujeito chamado Bill Gross, contumaz empreendedor da Internet, estava insatisfeito com os anúncios do tipo CPM – Custo Por Mil, a forma de cobrança dos tradicionais banners. Ele achava os anúncios caros e improdutivos — o que é um fato até os dias de hoje — e pensou numa nova forma de divulgação na qual o anunciante pudesse pagar apenas pelos cliques que resultassem em visitas efetivas em seu site. Daí surgiu o sistema PPC - Pay Per Click , conhecido como Links Patrocinados, no qual os anunciantes pagam somente quando o anúncio é clicado pelo usuário. Bill Gross não ficou só na idéia e fundou a GoTo, a empresa que lançou o sistema de links patrocinados no mercado. Em 2003, já com o nome de OVERTURE, a empresa  foi adquirida pelo Yahoo por US$ 1,6 bilhão.

Mais interessante ainda do que essa montanha de dinheiro é o fato de que o sistema de links patrocinados potencializou a viabilidade econômica de empresas gigantes como o Google e o Yahoo que descobriram a fonte por onde jorram hoje os seus milionários lucros.

Entre outros motivos, o uso de links patrocinados tem crescido exponencialmente em todo o mundo pelo fato de que esse tipo de anúncio é mais ágil que os anúncios tradicionais e possibilita um maior controle sobre a campanha. Se você tem uma loja virtual, em quinze minutos pode abrir uma conta no Adwords (Google) ou no Yahoo Search Marketing e começar a divulgar seus produtos. Com a vantagem de saber exatamente quantas vezes seu anúncio foi visto, quantos cliques obteve, quantos desses cliques se transformaram em clientes, além de inúmeras outras informações on-line cujo controle não é possível nos canais tradicionais de publicidade.

E a busca orgânica — aquela na qual o próprio site de busca decide qual é a página que deve aparecer primeiro na listagem — será que ela deixa de ser importante? A resposta é não, uma vez que os usuários sabem que o fato de uma determinada página aparecer no topo do ranking é um forte indicador de sua relevância, o que se traduz em cliques e visitação. Sem esquecer o fato extremamente relevante de que a presença nos sites de busca é gratuita. A melhor estratégia para os empreendedores da Internet é utilizar tanto a busca orgânica quanto os links patrocinados, pois seus benefícios são complementares: uma ótima relação custo-benefício da busca orgânica e uma enorme facilidade de implantação e gerenciamento dos links patrocinados. O fato concreto é que, na era da Internet, as empresas estarão cada vez mais recebendo clientes gerados pelos sites de busca, nas duas formas citadas. No próximo artigo, abordaremos o uso eficiente dos links patrocinados na geração de tráfego.
 
Dailton Felipini. é Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e professor de Comércio Eletrônico na Universidade Mackenzie. É autor de vários ebooks sobre o assunto e editor dos sites: www.e-commerce.org.br  e   www.abc-commerce.com.br  
 
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Julho 25, 2007

Software: Alugar ou comprar?

Nos próximos anos, a tendência é de que software de prateleira se torne um serviço, assim como telefonia e energia elétrica. O modelo de negócio deve ser on demand. Ou seja, a empresa usa pela internet e paga mensalmente, por usuário, por transações efetuadas ou por um modelo misto.

As principais vantagens são: (1) investimento inicial menor - não exige aquisição de licenças e servidores; (2) flexibilidade - o plano contratado pode variar de acordo com a demanda; (3) suporte rápido - não exige visita técnica, pois o sistema “roda” no fornecedor.

Além disso, o pagamento pelo serviço deve ser lançado contabilmente como despesa, e não como patrimônio imobilizado, o que reduz a base de cálculo do imposto de renda.

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Julho 3, 2007

Clientes preferem auto-atendimento on-line

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Julho 3, 2007

Gerenciamento de Projetos Web

Fabio Marques trabalha há 6 anos produzindo conteúdo interativo para grandes clientes como GM, Fiat, Audi, Siemens, Oral B, Gillete, Fleury, Coca-Cola, Banco Real, Banco BCN e Nike. Atualmente trabalha como Gerente de Produção na Basics (www.basics.com.br), sendo responsável pele gerenciamento da equipe de produção de sistemas web, hotsites e companhas online para VIVO e IBM dentre outros clientes.

Olá pessoal, tudo bem? Nesse artigo vou abordar a questão de Gerência de Projetos Web, escopo e execução.

Hoje em dia muito se fala em PMI, PRINCE2, IPMA, BPM… Enfim, metodologias de gerenciamento de projetos e modelagem de processos. A grande questão é se essas metodologias funcionam no gerenciamento de projetos web. Bom, na minha modesta opinião, não.

A web é um meio muito dinâmico e ágil e isso se reflete na concepção e execução de projetos para ela. Quantas vezes eu já vi mudanças de escopo no meio do projeto, fases já homologadas que foram alteradas no último instante. Acredito que essas metodologias servem de referência para uma orientação mais acadêmica do que prática.

Esses dias um amigo me indicou um livro que acabara de ser lançado na Amazon: “Extreme Web Project Manager”. Pensei: “é esse o livro!”. No mesmo instante acessei o site da Amazon e comecei a ler a sinopse do mesmo. Lembrando que o livro foi escrito por um GP de empresa web americana. Nesse momento percebi que não existem milagres.

O livro descrevia um cenário crítico e quais práticas foram aplicadas para gerência do projeto como um todo, garantindo as 3 variáveis: TEMPO, CUSTO e QUALIDADE. Vamos ao cenário crítico do nosso amigo: “Projeto de loja virtual, e-commerce, com equipe de 12 pessoas e 6 meses de prazo para execução…” 6 meses?! Bom, nesse momento eu vi que o livro não me ajudaria e, caros, ficou bem claro como nós, os tupiniquins, trabalhamos no limite o tempo todo. Alguns dizem que é falta de maturidade dos clientes, falta de cultura, mas o fato é que esse ritmo não vai mudar. Temos que nos adaptar a ele. E hoje não existe nenhum tipo de receita pré-fabricada que serve do inicio ao fim para distintos projetos. E agora?

Acredito que durante a execução do projeto existam fases fundamentais que não devem ser atropeladas: levantamento de escopo, planejamento, desenho de wireframes e aprovações dessas fases inicias junto ao cliente. Desse ponto para frente cada projeto tem sua característica específica. É como sair da sua casa em São Paulo, onde você tem que levar guarda chuva e um abrigo. Não importa se o céu esta limpo, em 4 horas tudo pode mudar.

Esse momento é muito importante, pois o que vai determinar o sucesso do seu projeto são todos os métodos já cristalizados na cultura da sua equipe e a capacidade que cada indivíduo tem de lidar com situações novas. Algumas questões que não foram discutidas no levantamento do escopo, ou que não foram percebidas no momento do desenho da solução, vêem a tona. Caso o tempo para execução seja apertado, não existe processo que salve o prazo do projeto, pois em tese, nessa situação, o projeto deveria voltar para sua primeira etapa do fluxo: levantamento do escopo, planejamento, wireframes, aprovação…

Seria impossível manter o prazo inicial e isso com certeza iria gerar mais custo ao projeto. Para evitar esse tipo de armadilha é fundamental um excelente trabalho de pré-venda e planejamento. As pessoas envolvidas nesse processo devem suprir o cliente de soluções para suas necessidades deixando bem claras as limitações e quais seriam os impactos no caso de eventuais mudanças ao longo do processo. O conhecimento das capacidades técnicas reais dos recursos da empresa é fundamental (Skill Invetory) para não propor soluções “mágicas” que depois nenhuma pessoa da equipe será capaz de executar num tempo viável.

Portanto senhores, projetos bem definidos com soluções bem desenhadas alinhadas às necessidades do cliente e à capacidade técnica da equipe de produção são os pré-requisitos iniciais. A partir desse ponto, se você irá usar PRINCE2, PMBOOK ou modelos de novos processos, é mais um fator de escolha de um determinado tipo de padronização e formalização do que a solução em si.

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Julho 3, 2007

Links com personalidade, alma, nome e telefone

Ana Amélia Erthal é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Mestranda em Comunicação Social pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Trabalhou para a Folha de São Paulo e para o Meio & Mensagem. Há sete anos “migrou” para a internet como webwriter e webdesigner.

Nomear corretamente os links pode definir a navegação de um site inteiro. Imagine que você coloque no seu menu principal um link chamado “STA”. Se o “STA” for um produto revolucionário que patrocinou uma cota razoável da última versão do Big Brother Brasil, tudo bem. Ele será facilmente reconhecido. Mas e se o “STA” for um produto que sua empresa de médio porte esteja tentando vender para a área médica?

A nomenclatura dos links é tão importante que a partir do ErgoDesign, realizado em 2005 na PUC-Rio, o “organograma do site” passou a ser chamado de “árvore semântica”. Sim, porque há todo um conjunto de significados embutidos no nome que cada link recebe, ele tem vida própria e pode representar outra série de símbolos.

O link tem que indicar explicitamente o que acontecerá quando for clicado. Se estiver no menu principal, o cuidado deve ser dobrado. Embora não haja um padrão de varredura de site, o que significa que nunca saberemos exatamente onde o usuário começará a navegação, o que foi convencionado na web globalmente é que links são azuis. Sendo assim, ganhe espaço - sempre na regra do menos é mais - em seus parágrafos e evite os famigerados “clique aqui”, “saiba mais”. Pode colocar o link diretamente no texto que o usuário vai saber onde clicar.

Algumas práticas na web acabaram constituindo regras. Alguns nomes de links foram padronizados e se você visita uma página e não os encontra, fica perdido. Fale Conosco, para entrar em contato com o site; Mapa do Site, preciso dizer pra quê?; A Empresa, como informações institucionais, são exemplos.

Não adianta inventar. É melhor oferecer nomes intuitivos, que ao bater de olhos do usuário possam ser identificados e que possam conduzi-lo diretamente ao que procura. Sem adivinhações, suposições e cliques desperdiçados.

Uma dica da vez
O imperativo reina soberano

Na hora de sugerir um clique ao usuário mande nele, por exemplo “Preencha o cadastro”, “Compare os preços”. Coloque os verbos no imperativo. Isso dá mais ênfase à ação.
Analise com os olhos de um exilado

Entre no site despretensiosamente ou peça para um leigo navegar. Peça para ele encontrar uma informação e veja quanto tempo ele vai demorar. Se passar mais de 30 segundos procurando o caminho, pode trocar o nome do link.
Evite o caos

Prefira reunir todas as informações que o link vai representar em uma ou duas palavras. Evite períodos compostos, palavras que deixem dúvidas e expressões com crase (veja uma tabela completa sobre o uso da crase em http://www.anaerthal.com.br).
Up the Webwriters!

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Julho 3, 2007

O cliente sempre tem razão, mas qual deles?

Franco Júnior tem 11 anos de experiência como designer, é programador web, com formação em Gestão em Redes de Computadores. É professor da SOS Computadores unidade Fortaleza, onde leciona os cursos de formação de web designer, designer gráfico e programador web. Também é consultor de aplicações web e palestrante.

Nós designers temos um desafio enorme, assim como vários outros profissionais: agradar ao nosso cliente, mas… O cliente que nos contrata ou o que é o nosso alvo como designer?

Quando iniciamos um projeto web, todos os pensamentos são voltados para o CLIENTE usuário, navegabilidade, acessibilidade, design e etc. Por outro lado, o CLIENTE que nos contrata tem suas expectativas pessoais sobre o site, que em algumas vezes não são as mesmas que vemos nos usuário. É quando entra um questionamento…

O Cliente sempre tem razão, mas… Qual deles?
Quando as empresas nos contratam, esperam que desenvolvamos um site que satisfaça uma série de requisitos, os quais deveriam estar escritos em documentos e tudo minuciosamente descrito, como, onde e por que isto ou aquilo deve ou não ficar aqui.

Mas a verdade é que o projeto discutido e aprovado por ambas partes é muitas vezes informal, ou seja, muitos designers e empresas não fazem uso de documentação para elaboração do projeto do site. Isto inevitavelmente trará problemas para ele na hora de dar por terminado um projeto. A conseqüência da falta deste tão precioso documento e sua devida especificação de atributos, costuma ser uma série interminável de modificações excedem e muito os prazos de entrega sem que o orçamento combinado no início se modifique. Portanto, aqui vai a primeira dica, documentar explicitamente tudo nos seus por menores, como, onde e por que isto ou aquilo deve ou não ficar aqui.

Outra dica, use tudo que puder a seu favor, incluindo UML.
Infelizmente, alguns designers, principalmente os que estão iniciando, tendem a ter dois pensamentos: Ou acham que é tudo muito simples, que é só elaborar uma listinha de objetivos, desejos e pensamentos do CLIENTE e isso é um trabalho simples, depois é só verificar se tudo o que foi pedido pode ser realizado com o orçamento atribuído ou pior, acham que isso é baboseira, que não é preciso fazer nada disso, é só perguntar o que o CLIENTE quer, dá o preço e pronto. Mas infelizmente, isso não é tão simples assim.

Para começar, vamos a uma breve definição do que é ser designer:

Entende-se por design o esforço criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e definição de algo, como um objeto, uma imagem, entre outros, em geral voltados a uma determinada função. De uma forma ampla o termo design, refere-se à concepção de uma solução prévia para um problema. - Wikipédia

Embora a percepção do público mude em relação a cada mídia ou aplicação de materiais, o objetivo do design é, de forma intencional, usar o ato de gerar informação como ferramenta para projetar conceitos. - Hélio Sassen Paz

O Design é uma atividade cujo objetivo é estabelecer qualidades multi-facetadas de objetos, serviços e seus sistemas em ciclos de vida completos. Portanto, design é o fator central da humanização inovadora das tecnologias e um fator crucial de intercâmbio cultural e econômico. - web

Com isso entendemos que é de, certa parte, nossa obrigação fazer com que o site obtenha êxito. Portanto é imprescindível elaborar um projeto onde possa ser passado ao CLIENTE o por que de cada item, além de garantir uma maior probabilidade de êxito, garantimos também que os prazos serão mantidos. Outro porque de elaborar um projeto é que, quando um CLIENTE pensa em ter um site, o pensamento dele é voltado para ele e não para seu CLIENTE. Quem nos contrata, em algumas vezes, não conhece muito sobre web.

Com boa intenção ele elabora seu próprio site e acha que é o melhor. É nosso dever mostrar qual deve ser o melhor a ser feito, nosso compromisso é de criar soluções, e isto nem sempre é possível acatando unicamente os requerimentos do Cliente.

É indispensável levar em conta o segundo cliente: o internauta, que é quem vai navegar no site . Mesmo que o cliente possa solicitar uma mudança de design em seu site para conseguir maior espaço para publicidade, este requisito pode afetar negativamente aos usuários que tratam de localizar determinado artigo ou informação oculta entre um emaranhado de anúncios. Embora a mudança de design possa conseguir os objetivos empresariais, os usuários do site o considerarão um fracasso. Obviamente, se os usuários deixam de acessar o site, os anúncios não terão sentido.

Deve ser nossa responsabilidade, como designers, colocar estes pontos claramente antes de formular a lista de objetivos. Quando as necessidades empresariais e as dos usuários são antagônicas teremos que manter um delicado equilíbrio entre os dois pontos de vista, embora termine prevalecendo o do cliente.

Para manejar melhor estas duas forças em questão, deveríamos analisar e conhecer um pouco melhor a cada uma:

Os objetivos do cliente
É muito habitual que os clientes não pertençam ao nosso próprio setor. Por mais que provenham do setor de serviços, industrial ou que se trate de um profissional independente que deseja estabelecer sua presença na internet, não costumam ter experiência com design. Acima de tudo, por isso recorrem ao nosso serviço. E esse desconhecimento é mútuo, pois também não sabemos nada das indústrias de nossos clientes assim como eles tampouco de nosso trabalho. Por isso é importante que ambas partes se conheçam.

Ao reunir os objetivos do projeto convém saber o máximo possível sobre o cliente e sobre o contexto em que se desenvolve sua atividade. Nenhuma pergunta é básica demais. Necessitamos de informação sobre as vendas, suas estratégias de mercado e seus competidores. Ao ter em mãos estas informações devemos explicar nosso trabalho da forma mais clara possível. E não estou falando de qual linguagem será usada ou cor e etc. Teremos que mostrar ao cliente o aspecto de criar uma solução que terá um projeto, do início ao fim.

Lembre-se, alguns clientes não vêem a internet como ela realmente é, acham que apenas as pessoas que ele pensou serão as que estarão navegando.

As necessidades do internauta
Existem bons livros que falam sobre usabilidade a qual é uma metodologia científica aplicada na criação e remodelação de interfaces de sites, intranets, aplicativos, jogos e produtos de modo a torná-las fáceis de aprender e de usar.

Benefícios da Usabilidade
Maior número de transações bem sucedidas no site
Diminuição da evasão de usuários por desistência
Aumento da eficiência de seu site/intranet
Custo menor de suporte e treinamento
Maior fidelidade do usuário ao seu aplicativo ou jogo
Percepção positiva da empresa
E nós não podemos esquecê-la. Este é o primeiro item para entendermos as necessidades do internauta.

O que o Internauta Quer
1- Internautas sabem exatamente o que não querem: Eles não querem é perder tempo. principalmente esperando que o logo que gira ou a página em Flash carregue.

Os veteranos, que já têm hábitos de navegação estabelecidos e são cada vez mais exigentes. Os calouros iniciantes, para quem tudo é lindo e maravilhoso, e que provavelmente vão gastar a maior parte do tempo trocando piadas e fotos por e-mail e procurando sites de sexo no Japão e na Suécia. (São esses os que acabam abrindo arquivos I love you e coisas do estilo). Você tem que adequar o seu site a ambos os públicos com a enxurrada constante de novos internautas.

2- Internautas querem que você filtre a informação para eles: Um estudo feito pela Ernst & Young mostra uma coisa fantástica: o valor por quilo da produção americana vem aumentando, devido à informação embutida nos produtos. Exemplo: uma batata custa US$ 0,79 por quilo, um carro custa US$ 5,95 por quilo, um computador US$ 168 por quilo e um remédio como o Viagra, cerca de US$ 23.199.

Isso mostra claramente que, quanto mais sofisticado o produto/serviço (logo, quanto mais informação e conhecimento for necessária para desenvolvê-lo), mais caro ele é.

Mas se a informação é tão importante, porque essa bagunça toda na hora de organizá-la? No começo, os maiores sistemas de busca orgulhavam-se de ter milhões e milhões de páginas catalogadas. Hoje ninguém mais se posiciona como o maior catálogo de endereços do mundo - simplesmente porque ninguém quer chegar no Cadê, digitar vendas ou marketing e aparecerem 536 registros. Possivelmente os 20 primeiros serão analisados, o resto vai para o lixo. Não temos tempo para analisar tudo - queremos a informação filtrada e editada.

3- Internautas querem que você apresente de maneira inteligente e compreensível a informação: Os designers que trabalham com Internet são, na maioria, muito jovens, e não têm a mínima condição / conhecimento / curiosidade de saber como funciona o olho humano, o seu cérebro, a leitura, a psicologia necessária para transmitir informações etc. Eles fazem uma diagramação bonita e, como naquela propaganda da IBM, ficam maravilhados com o logo que gira.

Então vemos textos intermináveis, com letras estranhas, fundos coloridos, colunas longas, movimentos que distraem e tudo que for possível imaginar para fazer com que o leitor não assimile a informação (enquanto a banda larga não chegar, somos todos leitores na Internet).

David Ogilvy nunca fez nada na Web, mas organizou as regras de como fazer com que um texto seja lido. Na Internet, essas regras continuam as mesmas (e estão todas lá, no seu livro Confessions of na Advertising Man - é de 1963, porém está mais atual do que nunca).

Se quiser realmente aprofundar-se, leia Visual Explanations, do Tufte.

4- Internautas querem que você cumpra o que prometeu: O outro dia, depois de uma coletiva de imprensa onde fomos apresentados a um desses megasites de compras, chegamos na empresa e decidimos comprar um aquecedor. Obviamente, fomos ao site procurar aquecedor - o resultado da busca foi uma cafeteira e um produto para os cabelos.

Não estamos nem falando de logística, que a grande pedra no sapato do e-commerce brasileiro - do que adianta ter a informação no seu site, se o cliente não encontra? Os cursos de biblioteconomia mudaram seu nome, recentemente, para Gestão da Informação. Agora pergunto: quantos sites brasileiros de profissionais de Gestão da Informação atuando agressivamente e com poder de decisão, na forma como as informações são apresentadas/arquivadas/catalogadas num site?

5- Internautas querem que você mantenha-se em contato: Semanalmente, concedo a uma empresa escolhida o Troféu Abacaxi em Marketing, para gente que anda pisando na bola. Muitos leitores enviam-me contribuições e 90% delas estão relacionadas a problemas de atendimento - gente que simplesmente não atende o telefone ou retorna ligações, não disponibiliza e-mail para contatos ou simplesmente não responde as mensagens.

Fortunas gigantescas poderiam ser economizadas em propaganda e pesquisa se as empresas dessem mais atenção a esse simples detalhe. Se a eficácia do 0800 está mais do que comprovada como ferramenta de Marketing, porque esse mal trato com e-mails?

6- Internautas querem velocidade: Uma das coisas mais incríveis que existe na Internet é a velocidade de resposta. Sempre estive preocupado com coisas que dão retorno: chamadas, ilustrações, cores, fotos, assinaturas etc. A Internet é o meio ideal para fazer isso. O problema é que nunca pára: um bom site está permanentemente evoluindo. Você aprende, muda, testa, aprende - é um círculo virtuoso interminável. O maior espantalho virtual que existe, fora uma página que demora para carregar, é aquela mensagem de atualizado em Abril de 2000.

Resumindo - um pouco de jiu-jitsu no vale-tudo da Internet:
1) Antes de investir em propaganda, arrume a casa. Já se foi o tempo onde era fundamental ser o primeiro, quando tudo era novidade. As pessoas estão mais exigentes, e provavelmente você não terá uma segunda chance;

2) A coisa mais importante do mundo na net é a transmissão da informação. Ajude pessoas a encontrar o que precisam. Isso inclui desde o layout até como a informação é catalogada, buscada e apresentada;

3) Estabeleça parcerias. Não tenha medo de linkar-se com o máximo possível de sites. Ou porque você acha que se chama World Wide Web?;

4) Pelo amor de Deus, responda seus e-mails! Mais do que 24 horas e você é um amador pré-histórico. E não me venha com papo de tempo: aprenda a usar seu programa de e-mail para gerenciar eficazmente suas mensagens;

5) Estude o máximo que puder de Marketing Direto - todo mundo acha que o killer app da Internet é a personalização e o envolvimento com clientes, mas empresas que trabalham com marketing direto e database já estão fazendo isso há décadas, e você não precisa torrar milhões de reais para reinventar a roda. A única diferença é a mídia, a tecnologia e a velocidade - mas os conceitos são os mesmos: somos todos humanos. - Raúl Candeloro

Se compreendermos nossos dois clientes, poderemos então começar fazer aquilo que nos é proposto como designer que somos: criar soluções.

Um abraço a todos até a próxima.

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Postado por José Rubens na Categoria: Guia-se

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